Por Ronaldo Derzy Amazonas*
Não há mais salvação para a cruel ditadura venezuelana e é só uma questão de tempo a iminente queda de um dos governos mais irresponsáveis e desumanos de que se tem notícia na América latina.
Desde o início, com a presença da figura fanfarrônica de Chavez passando pelos apoios e sustentação de outros governantes e países igualmente metidos em administrações nada legítimas ou democráticas como Cuba, Rússia, China, Nicarágua e até mesmo as vistas grossas dos governos petistas brasileiro, a ditadura implantada no país fronteiriço ao nosso, parece alcançar uma curva descendente de prestígio popular e apoio político e militar alimentado ainda com uma gravíssima crise econômica e social com o que fatalmente mergulhará no caminho sem volta da derrubada.
Eleições ilegítimas, perseguição e prisão aos opositores, repressão violenta e morte a manifestantes contrários, desabastecimento, fome e saúde num caos total, justiça sob cerco com membros de tribunais superiores escolhidos a dedo, ministério público acuado e imprensa sob censura e atrelada ao regime, esse caldo de cultura nunca em lugar algum deu certo ou se sustentou por muito tempo e na Venezuela não será diferente.
A mais recente e decisiva cartada da oposição ao regime do ditador Maduro tem nome, endereço e legitimidade e se chama Juan Guaidó um jovem deputado e presidente de Assembleia Nacional Parlamentar daquele país.
Sua eleição e ascensão ao topo do poder legislativo e a sua recente autoproclamação como presidente da república bolivariana da Venezuela e reconhecido por mais de cinquenta países, é o mais promissor e legal meio que a oposição dispõe para tirar do poder um governo ilegítimo e finalmente realizar eleições livres permitindo com isso o retorno daquele país a um regime democrático retomando o crescimento, controlando a mais alta inflação de que se tem notícia no mundo e permitindo a paz social, política e econômica que o povo tanto anseia porém está distante, mesmo levando-se em consideração que país é o quinto maior exportador de petróleo do planeta.
O mais recente capítulo dessa guerra de narrativas e de troca de farpas entre governo e oposição venezuelanos por ora vencidas pelo deputado Guaidó que é a tentativa de levar ajuda humanitária ao povo faminto e doente daquele país, tem por objetivo expor a dificuldade da entrega dos gêneros e constranger internacionalmente o ditador Maduro para enfraquecê-lo forçando sua renúncia ou sua fuga. A ajuda é apenas um pretexto legítimo e politicamente correto para isolar o ditador venezuelano perante o mundo e ir montando um meio para a derrubada do regime enredando-o cada vez mais com uma crise social e econômica monumental para, a partir daí, devolver o poder a quem poderá recolocá-lo nos eixos a e convocar eleições gerais democráticas e soberanas.
As deserções de altas patentes militares, o apoio popular cada vez mais numeroso e o crescente sinalização de nações e dirigentes políticos mundo afora, são um prenúncio da queda iminente.
A rua, a prisão e o degredo são as penas mais brandas e didáticas para ditadores como Maduro que transformaram uma sólida e próspera nação sul americana num espetro de país empobrecido e instável politicamente.
Té logo!
*O autor é farmacêutico bioquímico e diretor-presidente da Fundação Hospital Alfredo da Matta
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