Quem pode e não ajuda, peca

Quando se fala em praticar a caridade nos dias de hoje várias desculpas surgem como forma de dizer “não”. Já ouviram: “Não vou ajudar, vai que seja um ladrão!”. Ou “É bem para gastar com droga”, e por aí vai.
De fato há muitos impostores. Nesse caso temos que pedir o espírito de discernimento. Ser cauteloso na verdade para não cair em golpes. O certo mesmo é procurarmos saber como Jesus agiria em nosso lugar.
O mestre jamais fez acepção de pessoas. Andava com os pobres, gente de má fama, e isto causou espanto entre as autoridades religiosas e civis que viviam num casulo de soberba e arrogância.

“Em verdade vos digo que os publicanos e as prostitutas estão vos precedendo no Reino de Deus. Pois João veio a vós, no caminho de justiça, e não crestes nele. Os publicanos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, vendo isto, nem sequer reconsiderastes para crer nele, afinal.” Mt 21,28-32.

Como é bom saber desse caráter de Jesus lidando com todos os tipos de personalidades de maneira inteligente, sensível e respeitosa, mostrando amor e aceitação.

De certo que atualmente a caridade está cada vez mais escassa, mas não impossível de praticá-la. Vamos ler o que disse o apóstolo Tiago:

“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.” Tiago 4:17.

Para entendermos melhor, a situação dos trabalhadores do tempo de Jesus era de pobreza extrema,- tudo a ver com os nossos dias, não? Muitos impostos, levava a grande maioria à pobreza com dívidas pesadas, perdiam seus bens para os grandes proprietários da terra. Isso gerava um enorme contingente de mão de obra barata e desocupada nas cidades com o aumento da mendicância. Este contingente era marginalizado do processo de produção e vivia de esmolas.

Que tal pensarmos melhor antes de julgarmos quem bate à nossa porta?

“Ai de vós ricos” Lucas 6:24

Até porque os pobres sempre se ajudam mais.

*Radialista e diácono da Igreja Assembleia de Deus Tradicional

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