Quem criou Bolsonaro?

Por Daniel Melo*

Jair Bolsonaro é um deputado de vários mandatos, não é uma criação política recente. Sua atuação parlamentar é modesta, marcada muito mais pelas polêmicas do que por projetos. Então. Qual é a força que o faz praticamente estar no segundo turno  das eleições presidenciais? Simples. Ele foi impulsionado pelo desastre chamado PT e pela decepção chamado Aécio Neves.

Bolsonaro não é bobo. Usa o discurso de conservadorismo e dos valores da família, tão afeto a nós evangélicos. Fala sem pudor sobre a violência execrável em nossa nação,  defende a ampliação do porte de armas para o cidadão comum. É um discurso que cai como música suave aos ouvidos do eleitor, como soava o discurso de  caçador dos marajás de um certo ex-presidente.
Embora político profissional, Bolsonaro promete um governo sem alianças partidárias. Se eleito, vai conseguir? Dificilmente. Seu partido só possui 10 deputados e o próximo Congresso não será diferente do atual. Conseguirá ele compor um Ministério técnico ou cairá nas usuais indicações políticas? É bom lembrar que até os  governos militares tinham os seus balcões de negociação. É celebre a frase: “Onde a ARENA vai mal, mais um clube no NACIONAL”, referindo-se ao então inchado campeonato Brasileiro.
Vamos aguardar. Águas rolarão. Virão os debates, virão os embates. Como se comportarão os temperamentais Ciro Gomes e Bolsonaro? Aparecerá um candidato de centro mais forte, talvez com um discurso mais conciliador? O PT terá candidato ou apoiará Ciro?
Não tenho dúvidas em dizer. Esta eleição será a mais surpreendente de nossa história, com o resultado imprevisível !
*O autor é pedagodo e pastor da Igreja de Deus Pentecostal do Brasil

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