Dirigentes do Partido dos Trabalhadores local estiveram reunidos no final de semana e fecharam um pré-acordo, que deve ser referendado em encontro oficial, para lançar o ex-deputado Francisco Praciano como candidato a governador do Amazonas. Eles decidiram ainda que vão buscar o apoio dos demais partidos de esquerda e de políticos considerados pelo colegiado como “sérios”, a exemplo de Marcelo Ramos (PR) e Rebecca Garcia (PP).
Curiosamente, o nome do deputado David Almeida (sem partido) não foi citado na reunião, apenas o de Serafim Corrêa (PSB), dirigente do partido ao qual o ex-governador interino deve se filiar. O parlamentar havia esboçado um movimento na direção do PT em passado recente, mas é considerado pelos petistas como aliado das candidaturas tradicionais e por isso não estaria no rol de alianças que eles pretendem montar.
Como se trata de uma frente ampla, com várias tendências, o PT terá primeiro que fazer o dever de casa, para colocar a candidatura de Praciano de pé. Há correntes que defendem candidatura própria no majoritário e proporcional sem alianças e outras que defendem alianças com a perspectiva de vitória.
Até esse final de semana Praciano era considerado candidato ao Senado e o deputado estadual José Ricardo Weddeling, que disputou a eleição suplementar para o Governo no ano passado, chegando em quarto lugar, segundo em Manaus, seria o nome do PT ao cargo máximo do Estado. Este último, no entanto, formalizou sua desistência da disputa por carrgo majoritário e colocou seu nome à disposição para disputar um mandato de deputado federal.
As alianças políticas são necessárias pela lógica da ética,com aqueles que estão angustiados em ver o Estado ser desmontado”, defendeu Praciano na reunião. Ele sonha em repetir 1998, quando a oposição se uniu, formando o movimento “Reage Amazonas”, que tinha Eduardo Braga (na época no PSL) como candidato a governador, Serafim como vice e o petista Marcus Barros como candidato ao Senado. A eleição entrou para a história como a maior fraude da história. Os opositores venceram bem em Manaus, onde a votação era por meio de urna eletrônica, mas levaram a virada quando chegaram os votos de urnas manuais do interior.
Na eleição de 2014 que Praciano disputou a vaga de Senador contra Omaz Aziz (PSD), e obteve 549.748 – 34,44% do total. Ele estava aliado a Eduardo Braga (MDB), o que, segundo aliados dele, dificultou a situação. Depois do pleito, o ex-deputado aposentou-se e voltou ao Ceará, sua terra natal, onde, no final de 2015, teve um problema sério de saúde, que o levou em estado de coma ao hospital. Recuperado, participou da campanha para a Prefeitura de Manaus em 2016, apoiando Marecelo Ramos (PR) no segundo turno. No ano passado participou da campanha surpreendente de José Ricardo ao Governo.
“O palanque do Lula (Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente que tenta colocar de pé a candidatura a presidente depois de ter sido condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre) tem que ser grande. Alianças são necessárias para eleger governador, senador, deputados federais e estaduais. E dar volume, importância, visibilidade e viabilidade eleitoral para a chapa majoritária. A ordem é unidade com os políticos do bem para governar o Amazonas e recuperar a democracia desse querido país”, defendeu Praciano.
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Este post tem 2 comentários
MINHA NOSSA…..PRACIANO NÃO QUER LARGAR O OSSO, COMO UMA PESSOA QUE JA ESTEVE NO PODER, SABEDOR DAS ABERRAÇÕES QUE SEU PARTIDO COMETEU NO BRASIL AINDA TEM A CARA DE PAU DE QUERER SER GOVERNADOR DO AMAZONAS…
Praciano é um homem sério. Contudo, deveria procurar outra opção partidária. O PT está muito desgastado….. Daniel Melo.