PSDB: chovendo no molhado

Por Edilson Martins*

A convenção estadual do PSDB paulista discutiu neste fim de semana o espólio do que sobrou do partido, depois de 21 anos de poder da chamada social/democracia dividida com o PT.

Muita lorota e chuva no molhado; retirar uma letra da sigla, ou retorno aos velhos tempos.

Desnecessário repetir que os extremismos do PT de Lula decidiram a eleição de Bolsonaro.

Nenhum dos candidatos representava melhor, enganosamente, o antilulismo quanto Jair.

Basta revisitar as votações passadas em que ele fechava com as posições do PT.

E, no entanto, quem desafiou Lula, quando ele nadava de braçadas, ameaçando até surrá-lo, já nos idos do segundo mandato, foi Artur Virgílio.

O ex-ministro de FHC tentou a indicação à eleição presidencial de Outubro.

Foi escorraçado, até humilhando pela máquina do doce Alckmin.

Antes de ser condenado à Sibéria, lembrou à 14ª Convenção nacional do PSDB, que Alckmin e o partido pagariam um mico pantagruélico.

Não deu outra.

Longe deduzir que o partido ganharia a eleição.

Mas que Artur tinha currículo para provar que nunca rezou pela cartilha de Lula, lá isso tinha.

Não é retirando letra, tampouco a nostalgia do passado, que vão ressuscitar o partido comandado pela burocracia paulistana.

O PSDB desidratou, derreteu.

*O autor é jornalista

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