Em menos de um mês, o programa Fila Zero reduziu em 33% o número de pessoas que aguardam por um exame ou consulta especializada na rede de saúde do Estado. De 17 de maio, quando o programa foi anunciado pelo governador David Almeida, durante o lançamento do Plano Emergencial de Saúde, até ontem (13 de junho), a fila reduziu de 137 mil para 92,2 mil. Os dados são da Central de Regulação do Amazonas, que coordena o Sistema de Regulação (Sisreg) no Estado.
A meta do programa é zerar a fila em três meses, mas para 76 tipos de procedimentos o objetivo já foi alcançado, segundo a coordenadora da Central de Regulação, Mara Kramer. “Isso significa que se a pessoa precisar realizar um desses procedimentos não vai mais ter que aguardar abrir vaga. O sistema faz a marcação na hora e o paciente já sai da unidade básica de saúde com data, hora e local marcado da consulta ou do exame especializado”, observa.
Ao menos 76 tipos de procedimentos tiveram a fila zeradas, dentre os quais consultas em cardiologia (arritmia), fisiatria, gastroenterologia (hepatológia) e em mastologia geral, além dos exames de ecocardiografia bidimensional infantil, diagnóstico por tomografia (sedação), retinografia fluorescente e retossigmoidoscopia.
Outros 13 procedimentos reduziram a fila em 50% ou mais. Caso do exames de ecocardiograma, que saiu de 10.111 pessoas para 3.670. A consulta com oftalmologista também reduziu significativamente, de 14.288 pessoas na fila de espera para 9.762. Algumas pessoas chegavam a aguardar de seis a um ano por uma consulta ou procedimento.
O programa também vem reduzindo o tempo de espera por cirurgias em unidades hospitalares da rede estadual. O Hospital da Fundação Cecon (FCecon), por exemplo, conseguiu zerar a fila para neurocirurgias oncológicas e pacientes que precisam fazer braquiterapia, um dos tratamentos de radiologia, também não tem mais que aguardar. Nesse tipo de procedimento, algumas pessoas chegaram a aguardar até seis meses pelo tratamento.
Todos os exames e consultas oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas especialidades médicas são marcados via Sisreg, obedecendo às cotas e tetos destinados a cada unidade de saúde.
O resultado inédito está sendo alcançado através de contratação de mais profissionais de saúde, mutirões de trabalho, compra de novos equipamentos e a reestruturação da rede estadual de saúde, com aumento na oferta de procedimentos.
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