Professores vão à Justiça contra descontos nos dias parados e fazem nova manifestação hoje na sede do Governo

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) vai acionar a Justiça para pedir que o Governo do Estado ressarça os trabalhadores da educação que aderiram à greve da categoria por cobrar reajuste salarial, o que é previsto em lei.

Hoje à tarde, milhares de trabalhadores foram surpreendidos com o desconto de até R$ 2 mil nos seus contracheques por participarem da paralisação.

“Era mais fácil sentar e negociar mas o governador escolheu esse caminho autoritário”, afrmou a presidente do sindicato, Ana Cristina Rodrigues.

Segundo ela, chegaram ao email do Sinteam mais de 2 mil contracheques com o desconto.

O sindicato vai se manifestar dentro do processo que está em fase de recurso cobrando que o governo pague os valores descontados em dobro, uma vez que os contracheques de maio já estavam fechados mas, por imposição e ilegalidade, foram reabertos somente para o lançamento das faltas.

“Na prática, os maiores prejudicados são os alunos pois, com a falta lançada, os trabalhadores ficam desobrigados de repor os dias de greve”, informou Ana Cristina Rodrigues.

O Sinteam estuda outras medidas jurídicas para reaver o valor descontado dos trabalhadores indevidamente.

Nova manifestação

A greve não é só dos professores. É de todos os servidores da Seduc, o que envolve merendeiros, administrativos, vigias, auxiliares de serviços gerais, professores e pedagogos.

Todos os trabalhadores da educação em greve farão ato público em frente à sede do Governo, às 9h, como forma de se manifestar contra os descontos nos contracheques feitos pelo Poder Executivo, sob o argumento da liminar concedida pelo desembargador Domingos Chalub que está em fase de recurso.

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