O presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado do Amazonas, Jaime Lopes, culpou um “pseudo sindicato” – referindo-se ao Sindicato dos Escrivães e Investigadores da Polícia Civil do Estado do Amazonas (SINDEIPOL/AM), que emitiu nota repudiando a atitude dele com filiados no 12º Distrito Integrado de Polícia -, um “parlamentar oportunista” – remetendo ao deputado estadual Cabo Maciel (PL), que publicou nota nas redes sociais condenando a atitude dele com policiais militares – e “meio de comunicação manipulado – referência que pode ser dirigida a qualquer um dos tantos que publicaram o caso – pelas acusações feitas a ele depois que se envolveu em confusão na casa noturna Axerito e acabou preso.
Lopes foi liberado ainda no último sábado (21), depois de pagar fiança. Ele nega que tenha agredido qualquer pessoa na casa noturna e se coloca como vítima da situação, apesar de imagens divulgadas ainda naquela madrugada e depoimentos de seguranças indicarem justamente o contrário.
Dizendo passar por um período turbulento em sua vida pessoal, ele divulgou nota extensa, em que relata a sua versão dos fatos. Confira, na íntegra:
“Ainda estou muito abalado emocionalmente em virtude de todo o ocorrido comigo, sobretudo, com a tentativa de estigmazação da minha conduta com base em recortes.
Mas, não objetivo me eximir de qualquer eventual responsabilidade. Enfrentarei essa situação de cabeça erguida consciente que represento a Polícia Civil e que devo honrar quem confia em mim.
Em respeito aos meus filhos, a mãe das minhas filhas, demais familiares, amigos, aos Policiais Civis e a sociedade, sinto o desejo de me expressar, independente de compreensões e quais outros possíveis julgamentos.
De fato, me realizo em lutar pelos direitos da classe que orgulhosamente eu represento, de dar apoio a cada servidor ou ser humano, em qualquer necessidade, seja coletiva ou individual. Porém, jamais irei usar a entidade a qual presido para me blindar de problemas na esfera privada.
Em síntese, recentemente, tive problemas na minha vida conjugal e por isso venho tentando reconstruir a minha família. Essa é a prioridade da minha vida. Como não havia logrado êxito em algumas empreitadas, resolvi sair e espairecer ouvindo o ritmo que mais gosto, forró. Por esse motivo, fui a Casa de Show Axerito. Lá chegando, me deparei com um contexto onde levei um empurrão.
Preliminarmente, estava em total condição de normalidade, portanto, busquei direcionar a coisa no campo da racionalidade. De igual modo, ressalto que não agredi mulher alguma e desafio quem quer que seja a provar o contrário. Eu apenas acionei a segurança e pedi que interviessem face aquela situação. E continuei tranquilamente. Eu só queria paz.
Depois, os Seguranças tentaram me retirar do local, ocasião em que ponderei uma vez que eu não havia perpetrado nenhuma conduta errônea.
Em seguida, chegaram alguns policiais militares agindo com rispidez comigo numa ação desproporcional.
Ressalto que tenho total respeito pela Instituição Polícia Militar, inclusive, tenho familiares e amigos que atuam naquela instituição, além de sempre atuar em parceria com as associações dos Militares. Esse fato não mudará a minha opinião quanto a PM. Mas, como cidadão, questionei o motivo das agressões perpetradas contra mim e de toda espetacularização da abordagem feita a mim por aquela guarnição. Fui empurrado, chutado, derrubado e algemado sem qualquer motivo justificado. Fui lesionado no rosto e no corpo. Me algemaram tão fortemente que os meus braços ficaram cortados.
Nesse momento, de fato, face a tudo que eu estava sendo submetido, acabei me exaltando. Tudo isso aconteceu porque me opus a uma ordem que não era manifestamente legal. Quando cheguei a Delegacia, queria apenas que retirassem algema de mim, até porque o fato concreto, além de denotar uma agressão desnecessária a mim, inobservava aquilo que claramente preconiza a Súmula Vinculante n° 11 do STF.
Não me debruçarei acerca de manifestação oportunista de pseudo sindicato, de parlamentar oportunista e meio de comunicação manipulado que, se não fossem tendenciosos, no mínimo, me ouviriam.
Mas, creio num Deus justo e agradeço pelo imenso apoio que estou recebendo. Os fatos não mudarão a minha postura incondicional de defesa da Polícia Civil e de toda e qualquer Força Policial, onde quer que eu esteja.
De todo modo, estou a disposição dos Órgãos oficiais para esclarecer os fatos e, apesar de todo o exposto, face a inegável exposição, PUBLICAMENTE, quero pedir perdão aos meus filhos, a mãe das minhas filhas, aos meus familiares, ao Delegado, a Escrivã, a Investigadora plantonista, a toda equipe que estava de plantão e recebeu a ocorrência, bem como, a todos os sindicalizados do SINPOL/AM e de toda sociedade amazonense.
Jaime Lopes”
Veja agora a nota do Sindeipol:

Aqui, a manifestação do deputado Cabo Maciel:
“NOTA DE REPÚDIO
Venho, na condição de Presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública da ALE/AM, repudiar veementemente a atitude reprovável do senhor JAIME LOPES DOS SANTOS FILHO, presidente do SINPOL/AM, que em visível estado de embriaguez e em total descontrole de sua lucidez, teria supostamente agredido uma vítima mulher dentro de um estabelecimento comercial na cidade de Manaus e, em seguida, desacatado a guarnição composta por valorosos policiais militares que foram atender a ocorrência policial no estrito cumprimento de suas obrigações e posteriormente por ocasião da sua apresentação junto a Delegacia de Polícia da área reiterou novas agressões verbais contra os mesmos policiais militares e ainda aos policiais civis que se encontravam de plantão, demonstrando assim, total desrespeito com as instituições e com os servidores da segurança pública em serviço, em especial da Polícia Militar e da Polícia Civil, conduta esta inaceitável quando proveniente de um representante de classe de profissionais da segurança pública.
Neste diapasão, vale salientar que o comportamento supramencionado constitui fato isolado uma vez que os Policiais Civis (Delegados, Escrivães, Investigadores, Peritos, Motoristas e Administrativos) na sua totalidade, que integram ou não os quadros do SINPOL/AM, é composto de valorosos servidores que cumprem diuturnamente suas obrigações e prezam pela integração entre as forças policiais e a harmonia no cumprimento das suas respectivas atribuições constitucionais, não representando assim, o sentimento destes profissionais.
Diante do exposto, repudio veementemente qualquer desrespeito por qualquer pessoa que seja, em especial aquelas que deveriam defender a atuação de tais profissionais, contra os servidores da segurança pública, devendo, no mínimo, o detrator promover a sua retratação formal e nas redes sociais, restabelecendo assim, as coisas nos seus devidos lugares, sem prejuízo da devida responsabilização nas esferas competentes.
E por fim, quero me solidarizar a todos os dignos e honrosos policiais militares e policiais civis que atuaram na referida ocorrência policial ao fazerem cumprir o disposto na legislação vigente e evitarem consequências mais gravosas, restabelecendo assim, a ordem e a paz social.
ALCIMAR MACIEL PEREIRA – CABO MACIEL
Deputado Estadual
Presidente da Comissão de Segurança Pública da ALE/AM.”
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