Portais e blogs são a principal fonte de informação de 42% dos brasileiros

Apesar da forte presença das redes sociais no dia a dia, os sites e blogs não apenas resistem, mas ocupam um papel central na jornada de consumo de informação. Em uma pesquisa recente, 42% dos brasileiros entrevistados afirmam que esses canais seguem como suas principais fontes de informação atualmente, mesmo em um contexto dominado por feeds algorítmicos, vídeos rápidos e conteúdos passageiros.  

Os dados fazem parte de um estudo da Locaweb, especialista em hospedagem de sites e infraestrutura digital que, em celebração ao Dia Mundial da Internet (17 de maio), buscou entender como usuários de diferentes contextos se relacionam com os websites, tanto em termos de consumo quanto de percepção de valor frente a outras plataformas.

Além do papel central como fonte de informação, a pesquisa mostra que o consumo de páginas na web é bastante diversificado em termos de conteúdo. Fora de redes como Instagram e TikTok, as pessoas ouvidas acessam, principalmente, entretenimento (60,4%), notícias e atualidades (59%) e tecnologia (58,8%). 

Tópicos como turismo, esportes, gastronomia e finanças também figuram entre as categorias de páginas mais visitadas no país, refletindo um tipo de acesso diversificado e orientado a interesses específicos — exatamente o tipo de demanda que os portais de conteúdo atenderiam com vantagem se comparados às mídias sociais. 

Brasileiros confiam mais em sites e blogs do que redes sociais 

De forma geral, o estudo da Locaweb destaca como, em 2026, o uso de sites e blogs está fortemente ligado à procura por mais profundidade e intenção de busca. Entre os entrevistados pela marca, 68% afirmaram recorrer a esses canais durante o aprofundamento em temas de interesse, enquanto 5 em cada 10 os utilizam com mais força nos momentos de compra e durante as horas de estudo ou capacitação. 

Enquanto as redes sociais são associadas pelos internautas à descoberta rápida de conteúdos, as páginas na internet aparecem como espaços voltados ao aprofundamento, consulta e validação de informações.

Trata-se de uma percepção confirmada em outras respostas: 68,4% dos brasileiros ouvidos, por exemplo, apontam a profundidade como principal vantagem desses canais, seguida pela credibilidade (61,8%) e organização da informação (51,2%). Também aparecem a independência dos algoritmos (34%) e a perenidade do conteúdo (31%), reforçando a ideia de maior controle e confiabilidade nos artigos de sites e blogs. 

Para Lívia Lampert, Head de Growth na Locaweb, o comportamento do usuário reforça como os sites permanecem estratégicos para as empresas e novos negócios. “O brasileiro não abandonou os sites e navega de forma mais consciente e intencional. As redes sociais cumprem um papel de descoberta e entretenimento rápido, mas quando se trata de buscar informações de qualidade, tomar decisões ou aprender algo, o movimento mais comum é recorrer aos sites e blogs”, comenta. 

Criação de sites: do interesse dos brasileiros ao avanço da IA 

Se os sites seguem relevantes como fonte de informação e aprofundamento de conteúdo, o estudo da Locaweb mostra que eles também continuam despertando interesse como espaços próprios de criação, expressão e negócios no Brasil. 

Quando questionados sobre suas experiências enquanto criadores de sites, 66,2% dos entrevistados afirmaram já ter criado ou ao menos considerado criar uma página na internet. Dentro desse universo, 35,6% demonstraram interesse em sua monetização — o que mostra como a presença online vem sendo cada vez mais associada a oportunidades de empreendedorismo, desenvolvimento profissional e novas fontes de receita.

Apesar das experiências e do interesse expressivo, o caminho até a criação de um site ainda é marcado por obstáculos técnicos para muitos usuários.

A falta de conhecimento na área lidera as barreiras: 5 em cada 10 respondentes apontaram esse como o principal empecilho para criar uma página na internet hoje. Já a dificuldade em manter e atualizar o site aparece em seguida (41,2%), acompanhada pela escolha e registro de domínio (28,2%) e a complexidade na configuração e publicação (26,8%). 

É justamente nesse cenário que a IA começa a ganhar protagonismo na nova geração de criadores de sites. Quando questionados sobre como usam ou usariam a inteligência artificial na manutenção de uma página na internet, 65,4% dos respondentes afirmaram que recorreriam à tecnologia para criar o design e a estrutura do site. Muitos também destacaram aplicações ligadas à produção de conteúdo (56,8%), SEO (47,2%) e uso de chatbots  para atendimento ao cliente (44,6%). 

Para Lívia, o avanço da inteligência artificial representa uma mudança importante na forma como os brasileiros constroem sua presença digital. “A IA de fato está ajudando a transformar a criação de sites em um processo mais simples, rápido e acessível. Na Locaweb, por exemplo, é possível desenvolver uma página praticamente do zero em poucos passos com a hospedagem de sites com IA, com sugestões automáticas de estrutura, design, imagens e textos, permitindo que pessoas e pequenos negócios coloquem suas ideias no ar sem depender de conhecimento técnico avançado ou de terceiros”, conclui. 

Metodologia  

Para entender como os brasileiros recorrem a sites e blogs atualmente, a Locaweb ouviu, nas últimas semanas, 500 usuários de diferentes regiões do país. A pesquisa, que possui índice de confiabilidade de 95% e margem de erro de 3,3 pontos percentuais, explorou os hábitos de consumo de conteúdo, percepções sobre formatos digitais, barreiras na criação de sites e o papel da inteligência artificial nesse processo.

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