“A resposta àqueles que fizeram isso com o amigo será enérgica e dura”. O comentário, postado nas redes sociais pelo subcomandante da Polícia Militar, Walter Cruz, dá bem a ideia do espírito da corporação, depois do bárbaro assassinato do soldado Paulo Portilho, ocorrido no final de semana em uma zona de invasão ao lado do conjunto Nova Cidade, na zona Norte de Manaus.
Três suspeitos foram identificados: Marcos Neves Serra, de 19 anos, e outros dois suspeitos conhecidos pelos apelidos de “Ta Bandido” e “Índio” (foto acima) foram reconhecidos por uma testemunha, que teve a identidade preservada. Além do trio, outras três pessoas também estão sendo procuradas, suspeitas de participar do crime. Marcos Neves já tinha já respondia por ato infracional de roubo.
O soldado passou por volta de 22h de sexta-feira no local para pegar informações sobre venda de terreno. Ele estava com uma camisa com o brasão da PM. Os infratores observaram isso e, imediatamente, renderam-no e o levaram até uma ribanceira. O policial gritou por socorro, disse que levassem as coisas, mas ele acabou sendo executado na invasão e enterrado lá. Todos suspeitos se evadiram e estão foragidos.
Após as diligências, a polícia encontrou, também, a arma que o PM portava, um revólver calibre 38. A arma, com numeração já suprimida, foi enterrada dentro de uma residência próximo ao local do crime, aonde Marcos Neves ficava, sob a proteção de Joana Priscila dos Santos Cavalcante. Com ela foi encontrada ainda uma porção de drogas. A mulher irá responder por porte ilegal de arma de uso irrestrito.
A motocicleta do policial não foi encontrada. As investigações irão continuar para encontrar os outros 3 suspeitos.
Horas após o corpo do PM ter sido encontrado, um incêndio destruiu 13 barracos no local. Aparentemente os traficantes tocaram fogo em represália aos moradores que os denunciaram.
O PM desapareceu na sexta-feira (26), quando saiu da casa dele, no conjunto Águas Claras, bairro Cidade Nova, Zona Norte, por volta das 22h, no Conjunto Campos Sales, no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.
Após diligências nas proximidades da comunidade indígena, no bairro Nova Cidade, a polícia encontrou objetos que podem ser do policial desaparecido. Um tênis e um capacete, preto com listras brancas, foram apreendidos em um matagal, no quintal de uma casa, próximo a um sítio.
“Ele saiu de moto para trabalhar na sexta-feira a noite e não retornou no sábado. No fim de semana ele faz serviço numa pizzaria, que fica perto do Tarumã, mas ele não chegou lá”, disse a irmã do policial, a técnica de laboratório Márcia Cristian da Silva, de 37 anos.
O policial trabalhava no Comando Geral no bairro Petrópolis, na Zona Sul, e no fim de semana presta serviço na pizzaria.
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