A divulgação de uma suposta pesquisa eleitoral atribuída à Atlas Intel no Amazonas, nesta semana, levanta sérios questionamentos sobre a sua legalidade e confiabilidade. De acordo com as regras eleitorais brasileiras, toda pesquisa de intenção de voto deve estar devidamente registrada na Justiça Eleitoral antes de sua divulgação, especialmente em ano eleitoral. No entanto, não há registro correspondente para levantamento com os dados que vêm sendo disseminados para o Senado, o que configura, no mínimo, uma irregularidade grave. A circulação do material ganhou força após divulgação por veículos locais, que podem ser punidos por divulgar dados não registrados.
Paralelamente, o conteúdo passou a ser amplamente compartilhado em grupos de WhatsApp por pessoas associadas ao mesmo grupo, o que reforça a suspeita de uso direcionado da informação. Outro ponto que chama atenção é o fato de os números apresentados divergirem de forma significativa de todas as demais pesquisas registradas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), que indicam um cenário completamente diferente tanto para o Senado quanto para o Governo do Estado.
Há ainda relatos, que circulam nos bastidores acadêmicos, de que o levantamento teria sido realizado com envolvimento de estrutura universitária local, o que, se confirmado, levanta questionamentos adicionais sobre a origem, metodologia e finalidade do estudo. Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância de cautela redobrada por parte da população. Em períodos eleitorais, a divulgação de pesquisas sem registro pode ser utilizada como instrumento de desinformação e manipulação da opinião pública.
A recomendação é clara: antes de acreditar ou compartilhar qualquer pesquisa, é fundamental verificar se ela está devidamente registrada na Justiça Eleitoral. Transparência e responsabilidade são pilares essenciais para garantir um processo democrático justo.
Há registros de que a mesma empresa, a Atlas Intel, cometeu grave erro nas recentes eleições da Bolívia e na Colômbia. Chama a atenção que que um candidato, chamado Rodrigo, tenha 7,5% na pesquisa do instituto e, nas urnas, 31,3%. Também houve erros na argentina.
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