Peritos farão paralisação de emergência e apoiam professores

Em uma Assembleia que contou com a presença de professores da rede estadual de ensino e de outras entidades de classe, o Sindicato dos Peritos Oficiais do Amazonas (SINPOEAM) definiu que realizará uma paralisação de advertência na próxima segunda-feira (22), com o intuito de cobrar do Governo o pagamento da data-base da categoria. O encontro definiu ainda o apoio dos Peritos à greve dos professores, que também lutam por reajuste salarial.

Aproximadamente 80 peritos, legistas e odontolegistas participaram da assembleia e votaram pela paralisação de advertência na próxima segunda-feira, quando a categoria ficará em uma assembleia permanente deliberando sobre a Operação Cumpra-se a Lei, que começará na quarta-feira (24). De acordo com a presidente do SINPOEAM, Viviany Pinto, a paralisação é uma resposta ao descaso e falta de respeito do Governo com os Peritos.

“Estamos tentando sentar com o novo governo desde o começo de fevereiro para negociar as datas-base atrasadas, de 2015 a 2018, mas, infelizmente, só conseguimos contato com a assessoria do vice-governador na última terça-feira. Os Peritos não entendem essa falta de isonomia no tratamento com os servidores da Polícia Civil, visto que a classe de delegados foi contemplada na segunda-feira com todas as datas-base”, disse Viviany.

A mobilização da próxima segunda-feira, que acontecerá no Instituto Médico Legal (IML) deve paralisar boa parte dos serviços prestados pelos Peritos, resguardando apenas alguns que a categoria julga como essenciais. Já na quarta-feira, quando passará a valer a Operação Cumpra-se a Lei, os serviços também devem ficar mais lentos, já que os Peritos não farão esforços acima dos exigidos por lei para realizar os trabalhos da perícia do Estado.

“Nossa Operação Cumpra-se a Lei simplesmente significa que os Peritos não mais tirarão do bolso dinheiro para comprar material que está faltando, e nem trarão os seus próprios materiais. Significa que não faremos mais coisas que não estejam estritamente dentro do que a legislação manda. Na prática, significa que não iremos mais resolver os problemas do governo com os nossos recursos, seja material ou humano”, afirmou o vice-presidente eleito do SINPOEAM, Ilton Soares.

Apoio Importante

A luta dos Peritos ganhou um reforço importante nessa quinta-feira com a participação de representantes dos professores da rede estadual de ensino e de outras entidades de classe. Nos últimos dias foi ventilado em alguns veículos de comunicação que os professores estariam insatisfeitos com o pleito dos peritos, já que eles também reivindicam um reajuste e o Governo não parece disposto a negociar.

“Não há qualquer rivalidade com a categoria dos Peritos. Somos solidários a eles pois sabemos que o pleito da classe também é justo. Estamos aqui para dar às mãos ao SINPOEAM, , juntos, fazermos a diferença diante dessas injustiças”, disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), Ana Cristina Rodrigues. Segundo ela, os professores nunca haviam sido tão desrespeitados pelo Governo como nessa gestão. E a greve, que cobra 15% de reajuste da data-base e foi deflagrada na última segunda-feira (15), deve continuar.

Para Viviany Pinto, o apoio mútuo entre as categorias é algo histórico, e serve para fortalecer os trabalhadores do Estado do Amazonas. Ela garantiu que, independente do sucesso ou não nas negociações, professores e Peritos devem continuar caminhando juntos. Além do Sinteam, participaram da assembleia a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e o Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Estado do Amazonas (Sinpol/AM).

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Este post tem um comentário

  1. Anônimo

    Vão trabalhar a vida de vocês é fazer greve muita gente querendo emprego de graça a Deus que tem emprego !!!!

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