Pelas estradas da fé (Garabandal final)

Com esse artigo encerro uma série de cinco aqui publicados que são o resumo de uma peregrinação realizada pelos muitos caminhos da fé católica na Europa.

Este, em especial, fecha a bilogia sobre as aparições, mensagens, fenômenos, prodígios e milagres protagonizados por Nossa Senhora na vila de São Sebastião de Garabandal na região da Espanha conhecida como Cantábria.

OS BEIJOS DE N. SENHORA

Na aparição em Garabandal, Nossa Senhora do Carmo tinha por belo e edificante costume beijar objetos sejam crucifixos, alianças, terços, pedras e outros sacramentais que lhes apresentavam.

Os fiéis começaram a dar às meninas numerosos objetos religiosos para que fossem beijados por Nossa Senhora. Eles as deixavam nas casas das videntes quando estas lá não se encontravam, com isso não tinha como saber a quem pertenciam os objetos.

Então, em êxtase, com a cabeça sempre levantada, com os olhos fixos no céu e guiadas apenas pela visão, enquanto andavam ou estavam paradas junto às multidões de fiéis, devolviam os milhares de rosários, medalhas, alianças de casamento aos respectivos donos.

Certa vez apareceu entre os objetos para serem beijados por N. Senhora, uma caixa de pó de arroz. As meninas estranharam ao ver este objeto, mas, quando Nossa Senhora chegou, a primeira coisa que pediu para fazer foi querer beijar a caixinha dizendo que era “algo do seu Filho”.

Ao terminar o êxtase, o dono do objeto revelou às pessoas presentes que durante a Guerra Civil Espanhola, aquela caixinha tinha servido para levar a Eucaristia às escondidas às pessoas que se encontravam prisioneiras e que iam ser executadas.

Por ordem do bispo a capela do local foi fechada e nem as videntes podiam entrar e assim obedeciam à determinações, porém, todas as vezes que as meninas estavam em frente à igreja e Nossa Senhora aparecia, Ela pedia à crianças que aguardassem na porta enquanto Ela entrava para beijar o crucifixo de Jesus e isso ocorreu centenas e centenas de vezes.

COMPROVAÇÕES DOS MÉDICOS E PERITOS

Os médicos puderam comprovar de forma extraordinária os estranhos fenómenos físicos que acompanhavam os êxtases.

Durante estes, a insensibilidade à dor era total quando as picavam com agulhas ou quando as queimavam com pontas de cigarro.

Os seus corpos adquiriam um peso extraordinário que tornava impossível levantá-las e nem sequer fazer o mais pequeno movimento nos seus membros.

Os seus olhos abertos que comtemplavam a aparição eram bombardeados com a luz de potentes focos e de flashes sem que a expressão dos seus rostos fosse perturbada.

Corriam até ao lugar da aparição e chegavam antes do que qualquer outra pessoa, mesmo dos mais jovens fortes e sem sinais de esforço físico, sendo que as demais pessoas chegavam cansadas, suadas e ofegantes.

As meninas caíam de forma repentina com os joelhos sobre as rochas sem provocar qualquer dano físico.

Caminhavam em êxtase para a frente e para trás pelas ruelas cheias de pedras da aldeia ou pelos campos, com a cabeça totalmente levantada, com os olhos fixos no alto durante todo o tempo, sem ver para onde iam e sem nunca cair nem tropeçar. Nada disto tinha explicação natural.

A MORTE DO PADRE APÓS O MILAGRE

Padre Luís Maria Andreu, que subiu a Garabandal juntamente com o seu irmão e, o que viram, convenceu-os bem depressa sobre a verdade daquilo que falavam as meninas.

No dia 8 de Agosto de 1961, o Padre Luís Andreu visitou a Garabandal de novo.

Pela noite, quando as meninas entraram em êxtase, colocou-se junto delas para observá-las com atenção. De repente, os que estavam junto com ele, puderam observar que uma emoção indescritível invadiu o Padre. 

O seu rosto mudou de aspecto e as lágrimas começaram a cair pelo seu rosto. De repente gritou: “Milagre, Milagre, Milagre, Milagre!!!” 

No carro que os levava de regresso à casa nessa mesma noite com seus companheiros de viagem, repetia emocionado:“Que contente eu estou! Que presente me deu Nossa Senhora!” Que sorte em termos uma Mãe assim no céu!” “Hoje é o dia mais feliz da minha vida!”.

Depois, no mesmo dia, Padre Luís Maria Andreu morreu. Era um homem jovem, do qual não se conhecia nenhuma enfermidade.

Nossa Senhora disse às meninas no dia 8 de Agosto, que o Padre Luís Maria Andreu não apenas a tinha visto, como também teve uma visão do futuro grande Milagre que um dia acontecerá em Garabandal.

O PADRE QUE TINHA DÚVIDA DA SUA VOCAÇÃO

Certo padre foi até à aldeia sem se identificar para comprovar se realmente as aparições eram verdadeiras.

Numa das ocasiões disse consigo mesmo:-Se for de verdade que Nossa Senhora tire essa a minha dúvida.

Quando Nossa Senhora apareceu, uma das videntes atravessou a multidão, foi até ao padre e disse a ele:-Nossa Senhora disse que sim!

Ainda duvidando, pediu que Nossa Senhora, diferentemente das bençãos aos demais fiéis, o abençoasse três vezes.

Em meio a uma das aparições, umas das meninas saiu do cercado e se dirigiu ao padre o abençoando. Passado um tempo repetiu o gesto por mais duas vezes.

O abençoado padre teve a certeza de que tudo era verdadeiro e seguiu sua vocação.

O GRANDE MILAGRE 

Em outubro de 1961, Nossa Senhora comunicou a Conchita sobre o Grande Milagre. Mais tarde também comunicou às outras três videntes. 

Conchita disse que será numa quinta-feira às 20:30 e durará quinze minutos e um sinal ficará visível nos “pinos” até ao fim dos tempos.

Coincidirá com um grande evento eclesial, todos os enfermos presentes ficarão curados, os pecadores serão convertidos e os incrédulos acreditarão.

Conchita sabe a data do Milagre e o anunciará com oito dias de antecedência. Antes do Milagre haverá um aviso sobrenatural que virá diretamente de Deus para nos preparar. 

O AVISO

Ver-se-á no Céu e em todo o mundo e será sentido por todos, qualquer que seja a sua condição e conhecimento de Deus, exatamente ao mesmo tempo.

Será uma experiência terrível, no entanto será para o bem das nossas almas, porque veremos no interior de nós mesmos, na nossa consciência, o bem e o mal que fizemos. Deus deseja a nossa salvação.

Portanto, o Aviso não tem como finalidade o temor, mas que possamos acercarmo-nos mais d’Ele e que tenhamos mais fé.Se depois do milagre o mundo não mudar, virá um castigo.

Conchita disse: “O Castigo se não mudarmos será horrível, nós, Loli, Jacinta e eu vimos o Castigo, no entanto não posso dizer em que consiste porque não tenho permissão de Nossa Senhora”.

OS RECADOS E PEDIDOS DE N. SENHORA

18 de Outubro de 1961, data em que Nossa Senhora deu permissão às meninas para comunicar a todos a sua primeira mensagem:”Temos de fazer muitos sacrifícios, muita penitência, visitar o Santíssimo, mas antes, temos de ser muito bons. Se não o fizermos virá um castigo. A taça já está a encher e se não mudarmos, virá um grande castigo”.

SEGUNDA MENSAGEM 

“Em virtude da minha mensagem de 18 de Outubro não ter sido cumprida nem dada a conhecer ao mundo, advirto-vos, pois, que esta é a última. 

De inicio, o cálice estava a encher, agora está a transbordar. Muitos cardeais, bispos e sacerdotes estão no caminho da perdição e com eles vão muitas almas.

Dá-se cada vez MENOS IMPORTÂNCIA Á EUCARISTIA. Deveis afastar a ira de Deus sobre vós com os vossos esforços.

Se Lhe pedirdes perdão com a sinceridade das vossas almas, Ele vos perdoará. Eu, Vossa Mãe, pela intercessão do anjo S. Miguel, quero-vos dizer que vos emendeis pois já estais nos últimos avisos. Amo-vos muito e não quero a vossa condenação. Peçam-nos com sinceridade e nós vos daremos. Deveis sacrificar-vos mais. Pensai na Paixão de Jesus.”

O MILAGRE DA HÓSTIA 

Esse foi um milagre que Nossa Senhora prometeu, para que todos acreditassem na aparição.

Um dia, o Arcanjo S. Miguel comunicou a Conchita que numa das vezes que lhe trouxesse a comunhão, a hóstia se tornaria visível na sua língua.

Para Conchita isto não era um grande milagre, porque ela pensava que a hóstia era sempre visível para todas as pessoas presentes.

Na noite do 18 para o 19 de Julho de 1962, às 01:30 da manhã, ocorreu o milagre, um milagre precisamente eucarístico.

Uma das pessoas presentes conseguiu gravar alguns instantes de vídeo, onde se vê a hóstia branca a aparecer na língua de Conchita.

A ÚLTIMA APARIÇÃO 

Em 13 de Novembro de 1965, Conhita subiu sozinha aos pinos e lá viu Nossa Senhora que lhe disse: “Fala-me, Conchita, fala-me dos meus filhos, quero levá-los a todos debaixo do meu manto (…). Quero-vos muito e desejo a vossa salvação. (…). Esta será a última vez que me verás aqui, mas sempre estarei contigo e com todos os meus filhos. Conchita, deves visitar mais vezes o meu filho no Santíssimo. Porquê te deixas levar pela preguiça para não O visitares?”.

Lembre-se do que eu te disse no dia de teu santo. Quando te apresentares diante de Deus tens que mostrar as tuas mãos cheias de obras feitas por ti a favor dos teus irmãos e para a glória de Deus. Neste momento tens as mãos vazias.”

O RECONHECIMENTO DA IGREJA CATÓLICA 

Ainda as aparições de Garabandal não são reconhecidas pelas Igreja, portanto os Bispos de Santander afirmaram que as aparições não vão contra a fé católica. 

Como falado no primeiro artigo, grandes santos se pronunciaram e acreditaram nas aparições e o próprio Padre Pio nos garantiu que a aparição é verdadeira, então não temos nada a perder.

Caros leitores, nós os peregrinos fomos lá nos “pinos”(lugar dos pinheiros, ponto mais alto da vila)! Eu estive lá nos “pinos”!

Em meio a uma paisagem deslumbrante e quase celestial, na minha pequenez espiritual e possuidor de uma alma frágil e pecadora, afirmo que ali se encontram as três dimensões das aparições com os “recados”, com as admoestações e com a insistência amorosa de Nossa Senhora do Carmo de São Sebastião de Garabandal para com seus amados filhos por meio das pequenas videntes: A dimensão do passado que resiste para não ser apagado, a dimensão do presente que insiste em sobreviver em meio à crescente apostasia e a dimensão do futuro que teima em nos lembrar que a salvação do gênero humano reside na fé, nas boas obras e na obediência à soberana vontade Divina sob a constante preocupação e o olhar sempre atento de u’a Mãe que nos ama.

Oxalá ousemos ouvir, acolher e vivenciar as mensagens de Nossa Senhora e, sobretudo, obedecermos à vontade de Deus nos seus ensinamentos, nos seus mandamentos e nos seus sacramentos estampados no seu imenso amor por cada um de nós.

Té logo!

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