Meio político já não tem mais dúvida sobre a candidatura de Roberto Cidade à reeleição e reage: Omar atinge coração do União Brasil ao tomar prefeitos mais bem avaliados da legenda; Salazar ataca

O meio político já não coloca em dúvida a possibilidade de Roberto Cidade disputar a reeleição em outubro. Por isso a trégua que havia até agora acabou e o governador passou a ter suas bases minadas, além de receber ataques mais diretos dos adversários. Nesta semana o senador Omar Aziz (PSD) mostrou que não vai deixar barato o rompimento de um acordo feito com ele pelo ex-governador Wilson Lima e passou a atacar diretamente as fileiras do partido que ele comanda, o União Brasil, ao qual também pertence o atual governante. Nada menos que quatro prefeitos da legenda mudaram-se para a sigla do parlamentar, inclusive o mais bem avaliado deles, Nicson Marreira, de Tefé.

Marreira teve excelente avaliação na última pesquisa do Instituto de Pesquisas do Norte (IPEN), em parceria com o Grupo dos Seis. Ele foi o primeiro colocado entre 12 prefeitos avaliados, incluindo o da capital, Renato Junior (Avante).

Além de Marreira, filiaram-se ao PSD os prefeitos Emerson Melo, de Beruri (que era do Podemos, também do arco de alianças de Cidade); Otávio Farias, de Novo Airão; Matulinho Braz, de Caapiranga, e Socorro Nogueira, de Rio Preto da Eva. Esta se fez acompanhar pelo presidente da Associação Amazonense dos Municípios, Anderson Souza, que também embarcou na canoa de Omar.

“Estamos fortalecendo um projeto que olha para os municípios, escuta os prefeitos e entende as dificuldades reais da população do interior. Essas filiações mostram que existe um sentimento de união e confiança em um projeto que quer fazer o Amazonas voltar a crescer”, afirmou Omar. O blog apurou que ele deve tirar pelo menos mais dez prefeitos do União Brasil nos próximos dias.

Ataques mais fortes

Cidade passou a ser alvo também de ataques também de adversários de outras correntes políticas. É o caso do vereador Sargento Salazar (PL), muito popular nas redes sociais. Na última quarta-feira (3) ele publicou um vídeo em seus perfis mostrando que as viaturas da Polícia Militar são alugadas da empresa Navegação Cidade, que pertence à família do governador. E disse que os policiais estão “chorando” porque trabalham com fardas rasgadas e não têm direito a promoções, reajustes e outros benefícios que estão congelados. Acusou o governante e seu antecessor de privilegiarem a aquisição de serviços do que o investimento em pessoal.

Salazar, que apelidava Wilson de “atraso de vida”, colou em Cidade a alcunha de “Pão Molhado”, uma alusão a algo intragável.

A pré-candidata a governadora pelo PL, Maria do Carmo Seffair, também tem intensificado os ataques à administração de Roberto Cidade. E o acusa de tramar nos bastidores para tirar dela a legenda, com conversas em Brasília.

A tendência é que os ataques se multipliquem nos próximos dias, até por causa dos sinais que Cidade vem emitindo. Além de manter uma agenda de candidato, sempre com anúncios e entregas, ele tem movimentado seus aliados na mídia para defendê-lo e atacar adversários, além de colocar em campo um time de instituto de pesquisas que costuma divulgar números que lhe são favoráveis.

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