Pais e filhos

Em diversas passagens do Novo Testamento, Jesus, como que para provar e convencer seus seguidores mas, muito especialmente os judeus cabeças duras, afirmou “Quem me vê vê o Pai…”. Isso, para confirmar, que Ele era o Deus encarnado ou, em outras palavras, que não se podia dissociar a figura d’Ele da figura de Deus.

Na verdade, o povo daquela época que aguardava a vinda de Deus para resgatá-los do jugo da escravidão tanto do pecado quanto da chibata do senhorio, esperavam um Deus que viria de forma apoteótica, em luz resplandescente ou envolto em nobreza e poder.
Daí, jamais enxergavam em Jesus um Deus Cristo, portanto, não acreditaram nas palavras e na doutrina ensinada pelo Filho.
“Quem me vê vê o Pai…” cai igualmente muito bem nesse momento de comemoração do dia dos pais.
Já não tendo mais o meu em viva presença, carrego-o na memória para sempre pois Seo Sandoval foi exemplo de pai que transborda orgulho nos filhos.
Se para algum dos meus irmãos e irmãs alguém lhes indagar quem é você(?), facilmente poderemos dizer -Quem me vê vê meu pai, dada a forte presença dele no nosso modo de pensar e agir, quer nos traços físicos, quer nos trejeitos, quer nas atitudes ou na forma de encarar a vida e seus desafios.
Ainda que de modo um tanto quanto transverso ou pretensioso demais, ao traçar um paralelo entre o texto bíblico e a realidade humana, penso que seja ou deva ser assim com a maioria dos pais e filhos, pois é preciso que nos espelhemos nos bons modos e exemplos dos nossos pais para que os outros enxerguem em nós a presença viva do pai a ponto de confundir-nos com eles.
Nesse ponto, Jesus com divina eloquência, fazia questão de mostrar e demonstrar para seus seguidores, que Ele encarnava a presença viva e constante de Deus Pai e, tudo o que Ele realizava, também era obra do Pai, a fim de que todos enxergassem, por meio d’Ele, que Deus estava permanentemente presente entre nós.
Exemplo maior de pai foi São José aquele que, assumiu perante Deus a mais nobre missão que foi de ser o pai adotivo do filho de Deus.
Homem justo, virginal, trabalhador, sereno, provedor e submisso às coisas do Alto, São José é espelho maior de nobreza familiar porque soube  dizer sim para assumir a paternidade do Filho de Deus e educá-lo, guiá-lo, sustentá-lo e aceitar os desígnios desenhados pelo Pai para a missão terrena do Filho entre nós.
Para aqueles que como eu encaram a missão diária de ser pai, que nossos filhos se mirem nos nossos bons exemplos e boas obras e todos possam enxergar neles, os traços e virtudes mais nobres dos seus pais, a fim de que todos possam dizer com orgulho: Quem me vê vê meu pai.
Té logo!

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