Ouro do pastor, jóias da Micheque e pérolas do Jair

Trabalhamos com dinheiro vivo, cheque, depósitos e jóias. Pix, ainda não!

Nesse balcão de negócios da extrema direita, até as moedinhas “incorporaram ao acervo pessoal” do mito. Os rolos das Arábias foram o gran finale.
“Fala aqui no celular com o coronel”!

A carteirada do “braço forte, mão amiga”, tem digitais do exército brasileiro, sendo promovido a serviçal e guarda-costa de extremistas.

A vida é feita de escolhas, seu Jair, já que também suas digitais e até o DNA estão entranhados no golpe e no rolo das jóias dos sauditas, com o livre arbítrio você pode até escolher a prática do harakiri, mas tudo dentro das quatro linhas da Constituição, e cuidado pra não inflamar o “furo no bucho da fakeada”. Tá okey?!

Assim caminha a farsa do mito, meu nobre Luís Balcar. A liturgia da história contemporânea com ausência de luz produziu efeitos de fuligens e de apagão no cotidiano brasileiro.

Nesse inventário da devastação, pois “destruíram tudo em todo lugar ao mesmo tempo”, cabe até um aperitivo do glossário bolsonarista, que registramos com alguns significados para nunca mais esquecermos, o que aconteceu por aqui com o cashback da insanidade.

  • Cidadão de bem = mal caráter;
  • Família tradicional = racistas e homofóbicos;
    -Justiça social = comunista;
  • Patriota = otário e pilantra;
  • Conservador = reacionário elitista;
  • Liberdade de expressão = isenção para cometer crimes;
  • Ditadura da toga = democracia;
  • Comunista = pessoa que respeita as diferenças;
  • Paz = andar armado;
  • Pró-vida = branco e hétero;

Pérolas desse blecaute também servem para ilustrar: “E daí? eu não sou coveiro” (abril/2020), “tem que deixar de ser um país de maricas” (setembro /2020) e “chega de frescura, chega de mimimi” (março/2021), “Acabou porra!”(maio/2020), “vai comprar vacina só se for na casa da tua mãe” (julho/2020).

Na xepa bolsonarista, teve também até embaixada fantasma no golfo, para facilitar os negócios escusos da familícia, portanto, nada de novo no front, surpresa zero, sempre dissemos: ELE NÃO!

Rachadinhas, orçamento secreto, jóias, tentativa de compra superfaturada de vacina, cartão corporativo. É a corrupção em todo lugar e ao mesmo tempo, como diz Ivan Valente.

Existem coisas que envenenam o espírito, por isso continuo cortando cebola em pétalas para não chorar e nem rir, depois de bombas, dinamites e voadoras gospel no dia que a república lombrou.
Fico me perguntando, aonde foi que erramos?!

Me dando a resposta, um amigo disse no bom estilo Paulo Montes de ser: “nunca segure um pum ele sobe pela coluna, chega ao cérebro e aí começam os pensamentos de merda”. Acho que esse pessoal que fez arminha e acampou na frente dos quartéis até o Xandão chegar, é dessa turma que segura o pum, nos pune com a sua ignorância. Só acho!

Nesse prelúdio barroco de vila à viola, vou chamar o Martinho e o Paulinho para celebrar, não esquecendo de Cartola e Jackson do Pandeiro, numa roda de samba com Jean Batista Bueno, porque o tempo de cada um é hoje.
Isso é melhor do que um show de rock, como disse o golpista Kingo Takahashi no dia que a República lombrou.

Com o rosário gospel da Chopard, a mochila do ministro vindo das arábias não tinha figo seco, damasco, tâmara, areia do deserto, esfiha ou kibe, como de costume. Tinha diamantes e jóias.
Então, é tipo: The oscar goes to: Jair trambique!

E, no final, não é que o ladrão tinha dez dedos mesmo?!

*Apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco.

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