Os novos velhos tempos de Ruy Araújo

*Por Ronaldo Derzi Amazonas

 

Tive a grata surpresa de ser adicionado em um grupo do WhatsApp criado para promover o reencontro de antigos ex alunos do Colégio Ruy Araujo fincado no meu querido bairro da Cachoeirinha.

Naquela escola de antiga formação ginasial e de segundo grau estudei nos primeiros anos da década de 1970 e, concluindo ali o curso ginasial, fui estudar no Colégio Dom Bosco.

Quanto aprendizado, quanta experiência realizadora! pois foi ali em meio a dedicados e preparados professores e professoras, que ganhei um Concurso de Redação salvo engano no ano de 1972, quando o estudo do Português e da Literatura Brasileira eram levados a sério por educadores e alunos.

Ali também, cultivei amizades imorredouras as quais até hoje permanecem ativas mais com uns e menos com outros obviamente, por conta dos caminhos tomados e das distâncias que comumente separam amigos de infância e de juventude.

Morava eu na Rua Borba e, diariamente, me deslocava até a escola que ficava na Av Carvalho Leal ao lado da Igreja de Santa Rita; convém lembrar que o prédio da escola era cedido pelos padres Agostinianos para o estado, cuja denominação inicial era  Grupo Escolar Santo Agostinho por conta dessa ligação com a congregação proprietária do prédio.

Pois bem, retornando ao grupo de bate papos onde entre outras coisas trocamos ideias  edificantes, relembramos velhos “causos”, postamos imagens antigas dos colegas, entre outras reminiscências, o grande barato de tudo isso é percebermo-nos hoje mais velhos(já cinquentões e sessentões), casados, avós, cada um profissionalmente definido entre engenheiros, médicos, farmacêuticos, advogados, professores, gestores públicos, administradores, empresários, aposentados, entre outras ocupações e preferências de religião e de fé o que não nos impede de mantermos nobres sentimentos de mútuo respeito e bom nível de conversa.

Cada dia uma novidade, cada postagem uma recordação, cada imagem uma terna lembrança de um tempo em que construímos na infância e na juventude nosso caráter, nossa cidadania e sobretudo aprendemos que o tempo não foi capaz de nos separar em definitivo.

Do Walmir, âncora do grupo, passando pelo Augusto colega de trabalho e indo até às belas Anas: Sarah e Rosa, a extrovertida Marta , Sissy o gentleman, Max o espirituoso, chegamos até às silenciosas Yeda, Rosa e Cleide, aos mais antigos de todos como o Robson e o Jatobá, ao misterioso Sabá, visitando ainda o nobre Nelson e alcançando finalmente os contadores de história Zuldenir e Vera sem esquecemos evidentemente do bom humor do Palmeira e da cordialidade do Jonas, o grupo vai a cada dia crescendo com a adição de novos membros e com isso as novidades trazidas nos enchem de contentamento o que preenche de certa forma um vazio que existia por conta do afastamento inexorável que o tempo, os afazeres e as distâncias nos impuseram.

> Levantemos as nossas mãos para os céus e agradeçamos a Deus por nos ter permitido primeiramente que bem lá atrás nos conhecêssemos e, agora, nos reaproximássemos, para gozarmos dessa alegria que é refazermos velhas porém fortes amizades e relembrarmos fatos de um tempo que não volta mais.

Valeu (e continuará valendo) amigos e amigas! Que Deus nos abençoe a todos e nos mantenha unidos por um longo período a gozarmos dos prazeres de uma boa amizade.

Té logo!

Sds Ronaldo Derzy Amazonas

 

*O autor é empresário e farmacêutico 

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