Organização ausente do beto

Quanta saudade deve causar aos brasileiros e brasileiras as intervenções e justas indignações manifestadas por antigos dirigentes da OAB federal.A outrora entidade criada como muitas outras congêneres para a vigilância das boas práticas e até mesmo 

defensora das causas classistas dos bons profissionais da advocacia, hoje, não passa de um puxadinho do governo quando silencia de um modo estranho e perverso.Quem há de esquecer de figuras proeminentes e que eram respeitados e reconhecidos apenas pelo sobrenome como 

Faoro, Seabra Fagundes, Cabral, Tomás Bastos, Batochio, Lavenere e até do estridente e governista até a alma Santa Cruz?

Mas tem dirigente da OAB que a gente nem sabe como chegou ao cargo máximo da instituição nem porque permanece lá.

Primeiro que o cara se chama Beto! E Isso lá é nome de presidente da OAB?

Depois, o cara está sentado na cadeira de presidente da organização qual uma múmia paralítica contemplando a mais horrenda barbarie jurídica e judicial cometida contra brasileiros presos cujos advogados sequer têm acesso aos processos ou aos próprios clientes encarcerados.

Essa paralisia vexatória é atitude aceitável de um organismo criado e sustentado pelos seus associados?

Vamos lá e viemos cá dona OAB!

Saia dessa inércia “seo” Beto e diga a que veio e se manifeste publicamente contra o STF e a eterna sustentação de inquéritos intermináveis que investigam, denunciam, julgam e condenam ao mesmo tempo e pelas mãos do mesmo ministro.

É injustificável esse silêncio quase cumplicidade que a OAB vem mantendo diante desse cenário pavoroso de rompimento com a verdade e com o devido processo legal que o STF vem insistindo em impor a centenas de brasileiros presos por supostos cometimentos de crimes.

Tá certo que hoje em dia já não se elegem proeminentes figuras para comandar a OAB. Tá mais que certo que o amazonense que hoje dirige a entidade máxima da advocacia nacional não é lá do quilate de um Bernardo Cabral.

Mas, será que temos que aceitar e conviver com uma figura silente, inerte é cúmplice com toda essa atrocidade cometida pelos supremos?

Se essa situação de permanente e eloquente covardia da OAB não causa em você caro leitor a mais leve indignação, eu não sei mais o que poderia incomodar o cidadão brasileiro nesses tempos sombrios de total desrespeito à ordem democrática e aos direitos humanos.

Espero sinceramente que o Beto leia esse artigo e se incomode ao menos por pudor jurídico e até humano e reaja, senão, nosso país se transformará numa republiqueta em que um poder subjuga os demais achando que não há lei nem ordem ainda que seja a Ordem dos Advogados do Brasil.

Té logo!

ET. Bem à propósito do tema desse artigo, trago em cópia a nota emitida pela denominada associação interclubes militares que bem reflete oportunamente esse vácuo de posicionamento da OAB:

“Desde o início de 2019 o País tem constatado crescente desequilibrio entre os Poderes do Estado, com nítida prevalência do Poder Judiciário, que invade a competência dos outros dois, sem que estes esbocem aptidão para reação. Nesse contexto, decisões anteriores são revertidas, algumas das quais monocraticamente, e a Constituição é interpretada com excessiva flexibilidade, acentuando de modo progressivo a insegurança jurídica no Brasil, com reflexos extremamente negativos para o funcionamento da nossa democracia, nela contida a liberdade de opinião e de expressão. Hoje, quase sempre, os que mais mencionam a palavra democracia são os que mais a violentam e atentam contra os princípios por ela defendidos. Este quadro se agravou quando o Poder que deveria primar pelo equilíbrio tomou partido político de maneira ostensiva. A partir daí um lado do espectro ideológico pode tudo, enquanto o outro sofre os rigores de uma lei quase sempre interpretada de forma abusiva. Eis que chegamos a um cenário de total inversão de valores, onde aqueles que buscaram punir criminosos são calados e cassados, enquanto os que devem à Justiça são soltos. À vista dessas constatações, nós, dos Clubes Militares, preocupados para onde caminha nossa democracia, manifestamos nosso mais contundente desejo de que os brasileiros e suas Instituições, notadamente o Congresso, sejam capazes de democraticamente eleito para corrigir os rumos que a Nação vem tomando.”

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