A operação “Sine Consensu” aponta que cerca de R$ 390 milhões da previdência estadual foram retirados e aplicados em Letras Financeiras de bancos privados entre junho e setembro de 2024, contrariando recomendações técnicas e regras de governança que orientam a gestão de recursos previdenciários.
Segundo a PF, parte dessas aplicações ocorreu sem aprovação formal do Comitê de Investimentos ou da diretoria, o que levanta suspeitas de descumprimento das normas de gestão e possível gestão temerária de recursos públicos. As irregularidades podem configurar crimes como corrupção ativa e passiva, além de administração irregular de fundos previdenciários. 
A Justiça Federal determinou buscas e apreensões e o afastamento de três servidores da Amazonprev por 90 dias, enquanto as investigações avançam. Os alvos incluem dirigentes e ex-gestores do órgão responsáveis pela condução das aplicações financeiras sob suspeita. 
Auditoria do Ministério da Previdência identificou cinco operações consideradas suspeitas, que juntas somam quase R$ 400 milhões da previdência estadual. Entre elas estão:
• R$ 50 milhões no Banco Master (junho de 2024)
• R$ 50 milhões no Banco Daycoval (agosto de 2024)
• R$ 40,7 milhões no BTG Pactual (setembro de 2024)
• Duas aplicações de R$ 125 milhões no C6 Consignado (setembro de 2024)
De acordo com a investigação, decisões financeiras de grande impacto teriam sido tomadas por um número restrito de gestores, reduzindo o controle interno e expondo recursos da aposentadoria de servidores a riscos elevados. 
Um dos pontos que chamou atenção dos órgãos de controle foi o investimento de R$ 50 milhões da Amazonprev em títulos do Banco Master, operação que já vinha sendo questionada por sindicatos e entidades de fiscalização. 
O caso ganhou ainda mais repercussão após o banco se tornar alvo de investigações nacionais por suspeitas de fraudes financeiras e problemas estruturais que levaram à intervenção das autoridades no sistema financeiro. 
A aplicação de recursos da previdência do Amazonas nessa instituição passou a ser vista como um exemplo de aposta financeira arriscada com dinheiro público, aumentando a pressão por explicações do governo estadual e da própria Amazonprev.
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