Uma tropa de garimpeiros instalou-se no rio Madeira, quase em frente a Nova Olinda do Norte, há cerca de um mês, sem que nenhum órgão intervenha na situação. Comunitários que moram no entorno, principalmente no Lago Sampaio e na ilha de Canumã, reclamam que a atividade deles tem prejudicado a pesca, principal fonte de renda na região. Os peixes simplesmente sumiram, fugindo da água contaminada pelo mercúrio usado no garimpo ilegal.
Uma parede de dragas pode ser notada nas proximidades do lago e da ilha, que fica a poucos metros da sede de Nova Olinda. Esta não é a primeira vez que o garimpo instalada verdadeiras cidades no Madeira. A cidade enfrenta episódios cíclicos de invasões em massa por balsas e dragas. Garimpeiros costumam formar aglomerações em trechos do rio para dificultar a fiscalização do IBAMA e da Polícia Federal.
O tema divide opiniões. Lideranças políticas locais, como a prefeita Araci Cunha (MDB), chegaram a defender a legalização da atividade sob o argumento de garantir a subsistência de famílias da região.
A atividade tem sido criticada pelo avanço da contaminação por mercúrio nos rios e danos aos povos tradicionais.
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