Omar e Amazonino medem forças, mas não estão rompidos. Candidaturas só serão definidas em julho

O meio político anda agitado, por conta de todo tipo de boato e de movimento feito por agentes importantes no processo que visa a definição de chapas e candidaturas para as eleições de outubro, quando estarão em jogo os mandatos de governador, senador e deputados. A maior especulação diz respeito a um possível rompimento entre o governador Amazonino Mendes (PDT) e o senador Omar Aziz (PSD). Ele ainda não aconteceu, mas os dois estão medindo forças.

Amazonino tem dito a todos os interlocutores até aqui que ainda não definiu se será candidato à reeleição, mas se movimenta para colocar de pé a candidatura. Ele não cita em nenhuma conversa que teria feito um acordo com Omar para apoiar o senador na eleição deste ano. Os aliados mais próximos do parlamentar, no entento, garantem que o acerto aconteceu na campanha do ano passado, quando os dois foram aliados.

Omar também não ataca frontalmente Amazonino. Chega a dizer a alguns interlocutores que mantém boa relação com seu padrinho político. Mas é quem mais se movimenta neste momento para tentar construir uma candidatura a governador. A possibilidade é abertamente comentada por aliados preferenciais dele e seus staffs. É o caso do deputado federal Silas Câmara (PRB) que, mesmo controlando três órgãos estaduais, afirma a prefeitos e apoiadores que prefere apostar no senador.

Só que o jogo está longe de ser definido. Enquanto Amazonino foca mais nas ações do Governo, Omar está nitidamente embaralhando o jogo. Ele tem conversado intensamente com o senador Eduardo Braga (PMDB) e com o prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB). “Isso é puro jogo. Esse negócio de isolar o Amazonino não existe. Onde já se viu fazer isso com quem tem a caneta?”, diz um deputado estadual aliado do governador.

“O Omar sabe que precisa de uma máquina para colocar a candidatura em pé e por isso tenta atrair o Arthur”, diz outro parlamentar, mais ligado ao prefeito de Manaus. “Tá todo mundo jogando. Ainda vai ter muita água passando debaixo dessa ponte”, afiança um deputado federal independente.

Observando de longe e conversando menos com Omar e Amazonino, o deputado David Almeida (sem partido) e a ex-deputada Rebecca Garcia (PP) sabem que podem acabar se transformando nos grandes beneficiados da disputa entre os cabeças do grupo do poder.

O fato é que nada se definirá agora. As conversas decisivas vão ocorrer em julho. Até lá, vai haver muita boataria, muiras especulação e muito burburinho na mídia.

 

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