O que sairá das urnas?

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on email

Fiz questão de escrever esse artigo ainda na véspera da eleição para prefeitos e vereadores pois, amanhã domingo 15 de novembro, terei que votar bem cedo porque pela parte da tarde estarei em viagem de trabalho ao planalto central.

Prefiro digitar essas mal traçadas linhas antes mesmo que o Brasil, os estados e os mais de cinco mil e quinhentos municípios do nosso país conheçam os prefeitos e vereadores eleitos.

Penso, ser melhor escrever, antes mesmo que tenhamos a dimensão de qual partido levou a melhor e com qual tamanho cada agremiação partidária sairá do pleito, qual a quantidade de votos que cada um terá e se houve estragos na esquerda ou na direita ou quem foi reeleito e quem foi rechaçado nas urnas.

Volto a esse tema, eleição municipal, em função de já ter dito meses atrás, precisamente no dia 17 de agosto passado no artigo intitulado A eleição, o que pensava e esperava do primeiro pleito nacional em plena pandemia e sob um governo federal comandado pela direita.

Escrevi eu num trecho do referido artigo que – Foi dada a largada para aquela que pode se notabilizar como a eleição das eleições independentemente do caráter de cobertura que ela guarde por se tratar de um pleito municipal.

Digo isso diante de todos os aspectos políticos, sociais, econômicos e financeiros, seu adiamento, a forma e o desenrolar das campanhas, os prazos apertados, o interesse popular ante o medo que a pandemia ainda causa, o quanto de influência o desempenho e a figura de Bolsonaro e/ou a direita terão nesse pleito, entre tantas outras variáveis e equações políticas as quais perpassarão esse processo que se apresentará tão diferente dos demais.

Seguramente duas coisas hão de influenciar nessas eleições: o fator ideológico e o ferrenho embate entre o novo e o calejado notadamente se esse embate se der naquelas cidades cujos eleitores provaram da experiência com o novo e se arrependeram, e se isso for habilmente explorado pelos adversários.

Não nos esqueçamos, igualmente, que a pandemia causada pelo vírus chinês terá forte influência conjuntural e logística nesse que deve ser considerado como o primeiro processo eleitoral que acontecerá dentro de um panorama epidemiológico em que milhares de municípios brasileiros ainda estarão sofrendo, em maior ou menor gravidade, com as baixas causadas pela doença.

Pois bem, insisto nas colocações tendo porém, agora, muito mais informações disponíveis quase noventa dias após ter escrito o que escrevi para me posicionar assim:

-Em quase nada o quesito corrupção influenciou na decisão do eleitor tendo em vista a real possibilidade de ex agentes públicos, cujos mandatos foram marcados por expressivos escândalos de desvios éticos e de grana pública, retornarem ao poder pelos braços do povo;

-Muito pouco o Presidente da República pode influenciar nessas eleições porquanto muitos dos seus apadrinhados patinam nas pesquisas eleitorais e podem até amargar fragorosas derrotas;

-O tão esperado embate entre direita e esquerda não aconteceu com o tamanho e a importância que os estudiosos do tema reverberaram;

– A pandemia não foi capaz de arrefecer os ânimos do eleitor que até onde minha visão pode alcançar mantém-se atento ao processo e irá comparecer em massa às urnas;

-Por último, há que se observar se o novo ou os outsiders terão algum sucesso, mantendo uma trajetória de ocupação dos espaços deixados pelo antigo e carcomido padrão de candidatura ultimamente rejeitadas.

Há um outro fator que corre por fora e que ao meu estreito porém sensível analisar e observar político podem de alguma forma ter influenciado essas eleições municipais no Brasil.

Falo do recente e ainda não oficialmente declarado resultado das eleições americanas.

Para muitos e pela massiva divulgação e importância dadas especialmente pela grande imprensa brasileira ao pleito americano, querendo alguns com isso, provocar alterações internas, penso que de alguma forma a trajetória do candidato de oposição nos EUA haverá de surtir nos grandes e mais desenvolvidas centros urbanos locais, algum tipo de influência o que poderá igualmente ressoar nas eleições presidenciais brasileiras em 2022.
Não podemos jamais descartar os interesses geopolíticos dos EUA entrelaçados com qualquer processo eleitoral na América Latina.
Só o tempo dirá se o que escrevo tem alguma hipotética e remota possibilidade de ocorrer.

Como hoje já é segunda feira dia que que este artigo é publicado religiosamente nesse espaço e os resultados eleitorais já foram divulgados, meu pequeno círculo de leitores haverá de dar ou não crédito às minhas rasas porém sinceras projeções.

Té logo!

Qual Sua Opinião? Comente: