O mundo dá voltas: depois de ter seu nome preterido para desembargador há 22 anos, Mauro Campbell teve influência decisiva na escolha da lista tríplice da qual sairá o novo magistrado

A votação dos desembargadores hoje, para escolher os três nomes que serão enviados ao governador Roberto Cidade (União) para a escolha do desembargador que representará a classe dos advogados no Tribunal de Justiça do Amazonas deixou muito clara a influência do ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na seleção dos nomes. O trio escolhido – Grace Benayon (21 votos), Marco Aurélio Choy (20 votos) e Carlos Alberto Filho (18 votos) teve o apoio dele. A mais votada na eleição promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Amazonas, Giselle Falconi, ficou longe da vaga, com apenas três votos empatada no último lugar com Aniello Aufiero.

Em 2004, Campbell concorreu à vaga de desembargador pelo quinto constitucional do Ministério Público, mas acabou preterido em favor da atual desembargadora Socorro Guedes. Agora ela e o outro magistrado vindo do órgão ministerial, Hamilton Saraiva, votaram no trio apoiado pelo ministro.

Para quem não acompanha os bastidores do Judiciário, a eleição foi surpreendente, porque o nome de Giselle era dado como certo na lista tríplice. Não foi o que ocorreu.

Veja o resultado final da votação:

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