O jovem no Brasil nem sempre é levado a sério

Há tempos o país se depara com o abandono dos jovens, principalmente,  os das classes sociais menos privilegiadas. Os dados educacionais, divulgados em 2023, apontam que apenas 1 em cada 4 jovens de 18 a 24 anos entrou na faculdade no Brasil, conforme o Censo da Educação Superior, 43,4% desses jovens nem terminaram o ensino médio. Hoje, de fato, muitos deles “ficam a ver navios”,  sem objetivos, sendo chamados por “nem, nem”, ou seja, nem estudam e nem trabalham. Diante dessa indiferença, todos perdem. Há quem afirme que o PIB do país terá seu potencial de crescimento reduzido em até 10%. Em estudo veiculado no Estadão, o economista Paulo Tafner conclui que: “São pessoas que vão deixar de produzir por toda uma vida”.

Na vida todos precisam de estímulos para estudar ou trabalhar  com o domínio de algum segmento produtivo. Há décadas que “o País tem 20% de brasileiros entre 15 e 29 anos denominados nem-nem”.

É desastroso esse quadro: “O que foi feito de fato no Brasil  para eliminar esse abandono de jovens?”.  Custa-nos crer que vários ex-presidentes apostaram neste cenário para torná-los dependentes e vulneráveis. O quadro é vergonhoso. A OCDE classifica o Brasil na sétima posição neste ranking — posição que ocupa há mais de 10 anos.

A infelicidade tão somente constitui uma tormenta para os  jovens dessa geração, mas ignorar o  problema poderá levá-los ao pânico,  à vida marginal da qual poderá ser refém. O futuro do Brasil foi  jogado na lata do lixo. O País necessita de metas a serem cumpridas; de eficiência na condução dos recursos para a obtenção  de resultados,  que aumentem  a  rentabilidade dos negócios.

A situação de desprezo aos jovens brasileiros, ganhará novos ares, quando políticas  públicas sérias  forem implantadas. Isto  garantirá oportunidades no  mercado de trabalho, o que estimulará a saúde mental e o recolocará na luta por um futuro melhor . Caberá aos educadores a tomada de iniciativa  diante de um novo “projeto de vida”. O caminho poderá ser longo, mas o dever é impostergável.

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