O fim do mundo em 90 minutos

“Um minuto para o fim do mundo
Toda sua vida em 60 segundos
Uma volta no ponteiro do relógio pra viver“.

Nessa toada do CPM 22, quase se confirma a profecia com a reeleição do autoproclamado Guaidó da Disneylândia, o pateta que tira férias vagando na Flórida.

O Capitão do Mato, no seu segundo mandato, ia colocar em prática a sua missão de colonizador e dizimar os nossos povos originários, começando com os Yanomami.

A ordem era evangelizar os indígenas, ou matar de fome, promovendo exploração de ouro em suas terras e chegar em Ratanabá. Até o embranquecimento dos indígenas com adoção de suas crianças pela “família de bem”, já estava em curso.

“Índio não pode viver que nem bicho no meio do mato”, disse o Governador de Roraima, partícipe dessa sangria.

Uma orientação com as mesmas epígrafes das quais criaram a Guerra das Cruzadas, o extermínio e escravidão dos povos ameríndios e africanos. Genocídios coordenados pela igreja dos jesuítas, onde até os corpos dos indígenas comeram com farinha, tudo em nome de Deus.

A flor mais apodrecida do cinismo fascista mundial se manifestou recentemente no Brasil, exalando no 8 de janeiro e com o descaso proposital nas terras Yanomami.

Tia Lídia Damares, a jurupari que na língua indígena significa demônio dos demônios, coisa ruim, em parceria com Romero Jucá, ex-senador de Roraima, aquele das frases: “com supremo e com tudo” e “estancar a sangria”, favoreceram, pra ser elegante, a ONG evangélica Missão Caiuá, de ramificação neopentecostal presbiteriana, recebendo generosas quantias do governo Bolsonaro. Com o lema; “a serviço do índio para glória de Deus”, usam os mesmos métodos dos jesuítas portugueses no século XVI.

É GENOCÍDIO, sim, meu senhor, e um novo Tribunal de Nuremberg se faz necessário e urgente pra julgar essa insanidade.

Tipificando, para essa gente de alma bem pequena que representa uma das faces do capitalismo, o lucro é embolsado e os prejuízos são socializados.

Potosí continua aqui, e como no passado, o ouro foi-se embora para a Europa, mas a barbárie, covardia, crueldade e a boiada passaram com a devida complacência e colaboração dos órgãos de governo e de estado, numa completa e total insensatez.

Nesse contexto, dentro da máxima cabalística do apocalipse, se não fosse a denúncia do Sumaúma, os yanomami seriam dizimados um a um.

Eliane Brum, a jornalista coordenadora dessa ilustre plataforma, no seu Diário de Guerra direto do centro do mundo, revelou a alta mortalidade e desnutrição dos Yanomami, causado pelo projeto genocida do governo Bolsonaro. Seu trabalho, assim como o da Amazônia Real de Elaíze Farias, nos ensina que a luta pela Amazônia é luta para sempre, prova que o jornalismo sério, tem compromisso com a verdade, muito diferente da Jovem Klan, por exemplo.

Como reparo e reconhecimento também, citamos o belo e corajoso trabalho que Sônia Bridi e sua equipe reportou.

O Governo Lula, em seu primeiro plantão, depois da tentativa fracassada de golpe em 8 de janeiro, teve papel preponderante a partir de sua visita em Roraima com a comitiva de ministros. Uma louvável e providencial iniciativa, que precisa ter continuidade, inclusive em outras etnias no Brasil afora.

Só para contextualizar na curva desse rio, foi GOLPE sim, em 2016. Um impeachment sem crime já devidamente comprovado e reconhecido até por aqueles que foram beneficiados. Impeachment sem crime é golpe e o golpe foi para isso também, destruir a nossa soberania, se apropriar da bacia do pré-sal, distribuir os lucros da Petrobras com os acionistas do mercado, e entre outras coisas, acabar com os nossos povos originários.

O relógio do juízo final, dizia que faltavam apenas 90 segundos para o caos total. Crises climáticas, guerras nucleares, bio ameaças e a guerra de desinformação contribuem para isso. Em 1947, quando essa medição foi criada, depois da Segunda Guerra Mundial, faltavam 7 minutos.

Então “poetas, seresteiros, namorados correi, é chegada a hora de escrever e cantar, talvez as derradeiras noites de luar”.

Alípio é o fim do mundo, se esconde, os objetos voadores não-identificados já estão chegando!

Antes que o mundo acabe, uma informação: não sobraram nem carpas. Micheque, o pastor e o Capetão mataram as carpas e “robalo” as moedinhas do lago no palácio.

É a família tradicional brasileira que defende a moral e os bons costumes sacrificando fortunas para ter centavos. As carpas Nishikigoi valem até R$ 20 mil cada, e podem viver 70 anos.

Maldade sem limites, essa gente mata por dinheiro!

*Apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco.

Qual Sua Opinião? Comente:

Deixe uma resposta