Pintando tudo de música, com pincéis de aquarela chanfrado e cerdas alternadas para cílios, nessa pele em que habito, de Almodóvar a Woody Allen, do quintal no meu minarete, além de “mexer com gado”, pra sobreviver, resolvi diversificar os negócios e utilizar as técnicas que aprendi no curso de Agronomia com Neliton, Teca, Nonatinho e Sandra Noda.
Esparramei mudas literárias de abóbora e babosa por todo canto, e agora na primavera começa florescer e crescer abobrinhas e baboseiras, as quais eu compartilho num semanário do Blog do Hiel Levy, como se fosse folheto da missa, O Domingo, com cânticos litúrgicos em forma de crônicas.
Mas, por sorte, o semanário das sextas-feiras tem uma expressiva quantidade e qualidade de leitores e seguidores em vários pontos do país, principalmente nas Minas Gerais, Ratanabá, Pará, Amazonas e no Nordeste arretado de bom.
Todos ilustres, porém, alguns destacamos, como: Luiz Mota, Orlando Câmara, Ronaldo Tiradentes, Márcio Souza, Zeca Ciryno, Marco Apolo, Ritinha Silvestre, Meike Farias, Ribamar Felix, Márcio Porto, Cris Freitas, Matheus Costa, Rodrigo Guedes, Miguel Pacheco, Zé Geraldo, Célio Cruz, Durango Duarte, Vanja Andréa, Betsy Bell, Liliane Mantios, Juscelino Manso, Cleice Costa, Raimundinho, Arthemisa Gadelha, Soraya Elian, Andréia Aragão, Osmir Medeiros, Paulo De Carli, Eduardo Dusek, Torrinho e Adal. Só pra citar alguns nesse quórum, do clubinho da leitura.
Tens uns que dão feedback, outros só fumam mesmo, e são exigentes.
Esse negócio de ervas mofadas, não gostam. Preferem a “da boa”, daquela que “Jeremias maconheiro sem-vergonha” vendia em Planaltina no Rockonha, e fazia todo mundo dançar, na companhia de Pablo e João do Faroeste Caboclo.
Contextualizando, o Bequinho é “fí” do Back nessa árvore genealógica e ginecológica pagã.
São uns estimadinhos que não se renderam à ditadura dos 280 carácteres e nem os 15 segundos do TikoTeko com seu Kwai e aplicativos de vídeos curtos, na superficialidade e compreensão rasa.
Eu também sou dessa geração que ouvia “Faroeste Caboclo”, com seus nove minutos geniais e nem cansava, mas hoje, o tiktoker diz que quanto mais curto melhor. E ainda criaram o aplicativo para acelerar o áudio, pra ficar ainda menor. Quando chega nos 280 caracteres já é textão, a preguicinha toma conta da pessoa.
Tudo tem que ser reduzido em 15 segundos nos stories, passou disso é velocidade 2. Como diz um amigo: “a mensagem passou de 30 segundos é podcast”, é molhe?!
Tomando água de bananeira e de pote, nos acostumamos a ouvir nas vitrolas, gramofones, radiolas e aparelhagens de JBL, repetidamente, além de Faroeste Caboclo, Eduardo e Mônica de Renato Manfredini Junior e outras como: As Slow As Possible de John Cage, com seus 70 minutos de duração, Echoes (Pink Floyd), Coma (Guns N’ Roses), Bohemian Rhapsody (Queen), Hotel California (Eagles), In My Time Of Dying (Led Zeppelin) e Lucille (B.B.King).
Essa turma, como diz Claudio Zoli, sempre numa festa genial, na madrugada, a vitrola rolando um blues
Tocando B.B.King sem parar.
Na Primavera de Vivaldi, os trinados do violino fazem o som dos pássaros e quando se aproxima o verão, quanto mais tarde regar a planta melhor, pra poder manter a noite úmida, nesse calorão de lascar.
Nesse acervo de Joaquim Marinho, Bosco Ladislau, Dori Carvalho, Aníbal Beça e Narciso Lobo, o calor mata porque o homem desmata, mô quiridu!
Ainda bem que os seguidores do “umbral bolsonarista”, as viúvas e tias do Zap e Telegram, não chegam a ler os textos de Sancho, estão ocupadas tuitando na Deep Web, no esgoto e subsolo da internet com as campanhas para boicotar Piracanjuba, Biz, Lázaro Ramos, Lacta e Loreal…porque se lessem, o site ia perder seus patrocinadores, meu caro Hiel.
Enquanto isso, nesse “furo” do Paracuuba que desapareceu a algum tempo, com a estiagem, entrevistando a Dama do Tráfico e desmascarando a Dama das Fake News do Estadão, de Jeferson em Jeferson nas Ondas Digitais, eu jogo a granada customizada com pregos em cima dos meganhas, cubro o Amazonas FC com uma cortina de fumaça pra evitar friagem nesse verão Ajuricaba, e reafirmo: “esse homem não é um prefeito não, esse homem é um pai! A gente tá com calor e ele manda chuva. Obrigado, meu prefeito!”
Que situação, meus quiridus e estimadinhos Coronel, Garrafa Brasil, Cristóvão Nonato e Roberto não!
“Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós”.
É, meu caro, maestro Everaldo, discípulo de Dilson Costa, Nivaldo Santiago e Adelson Santos, como dizia Nietzsche, sem música a vida seria um erro mesmo. Eu também considero fundamental saber que, em questão de Solimões, o verde não se mistura com o amarelo. “A virgem verde bem que merece consideração”. Fica a dica pra esse pessoal que ficou embrulhado com a bandeira em frente aos quartéis.
Pra fechar, aos desafetos um singelo recado: devolvam todas as músicas que eu já dediquei e ofereci a vocês.
Vão se fumê, já que cancelaram até o Natal onde Jesus nasceu, e a fogueira de Jorginho Melo pra queimar livros na Santa e bela Catarina continua acesa. Cada uma!!
*Apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco.
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