Na minha diagramação e nesse copidesque, preciso fazer o fotolito pro texto sair bem mais coisado na impressão, já que o mimeógrafo da gráfica pifou, meu caro Deco.
Nessa liturgia, um risco, rabisco e rascunho se faz necessário para descrever o beiradão e todas as histórias do bodozal urbano amazônico, desde a época da cidade flutuante.
Como sou da perifa, desse bodozal, beco São Jorge, rua 13 de Maio na Colônia Oliveira Machado, entre Constantinopólis e Boca do Emboca, queria mandar recado aos meus credores, aquele pessoal que precisa receber: esse mês não vou pagar ninguém, só quando começar a vender o açaí do Mamiá ou aquela farinha peruana, mas isso na volta a gente compra.
A vibe vintage rococo new expressionista, nos ensina que shampoo de Alfazema, Minancora, Leite de Rosas e música boa não envelhece, assim como a luta por direitos e liberdades é atemporal.
Para esse debate interminável saudosista, no auditório Dr. Zerbini e na sala 2.10, o quórum está completo. A centenária Ufam reúne alguns de seus valorosos e combativos companheiros em mais uma assembleia daquelas.
Nessa nuvem de palavras, revelamos a lista de frequência e os pecados da vedete, numa singela homenagem aos presentes.
Entre outros, não menos especiais estão, Mena Barreto, Aloísio Nogueira, Rozendo Lima, José Seráfico, Nelson Fraiji, Antônio Levino, Conceiçao Derzi, Ademir Ramos, Eron Bezerra, Renan Freitas Pinto, Professor Nonatinho, Ricardo Bessa, Durango Duarte, Caubi Cerquinho, Nobre Leão, Garcitylzo, Marilena Corrêa, Coracy Fernandes, Sandra Noda, Joaquim Melo, Narciso Lobo, João Pedro, Ricardo Parente, Edson Ramos, Selda Vale, Chico Deodato, Guto Rodrigues, Silvério Tundis (Sissica), Ribamar Mitoso, Sandro Baçal, Antônio Carlos Brabo, Izabel Vale, Demóstenes Carminé, Paulino Costa, Ameci Souza, Miguel Pacheco, Fred Arruda, Maciel, Arminda Mourão, Tancredo Castro, Paulo Montes e Graça Barreto.
É a anatomia da luta contando e fazendo a história da mais antiga universidade do país, que nos faz sorrir e nos orgulhar de tudo isso, em todo lugar ao mesmo tempo, até embaixo da jaqueira do Seminário São José.
A luta do DU, DCE, Centros Acadêmicos, Sintesam, ASSUA e ADUA sempre esteve na dianteira em defesa de uma universidade de qualidade, plural e democrática.
Agora, como fizemos o L de Lula e não de Lira, nessa esteira ergométrica do cárdio que já foi equipamento de tortura no passado para punir prisioneiros, e continua sendo, vimos o Zé Vaqueiro baré cantando a música de Maison da Nóbrega e Chico da Selva, “ninguém gosta mais desse boi do que eu”.
Morra de inveja mordendo seus cotovelos, seu Menezes. Se reposicione dentro da seita, porque na seita se espera 72 horas na frente do quartel, cantando o Hino Nacional, Hino à Bandeira, Hino da Proclamação da República e Hino da Independência. Um concerto nesse prelúdio barroco com repertório patriota e muitos pneus carecas, que nem o espantalho quer mais.
No Rabo de Vaca do Xiado da Xinela e Pipoquinha de Normandia, quando a jiripoca pia com o Pernilongo do Forró, que pica pra chupar, aparece até extremista chafurdando no bodozal em busca do iPhone perdido que o Zé Vaqueiro adora e encanta tucanos da fauna bolsonarista.
Mas é bom pontuar, acampar na frente dos quartéis não é legal, o acampamento e a luta deve ser na rua e permanente de apoio aos professores.
Pra ser isonômico também, já que manga com leite faz mal e comer carne na Sexta-feira da Paixão é pecado, os professores da rede estadual, com justiça, reivindicam o PISO salarial, o Governador Lavanda, Bronca na TV, igual o seu colega Alfazema de Minas, tem seu próprio salário reajustado pelo TETO. É mole?!
Wiçú sendo isso com o “cheirinho” importado do Pará!
O salário do professor é no PISO, mas o do governador e de deputados é no TETO. Pode isso, meu caro Severiano Porto?
Uma construção na Moita onde se espera que o ajudante de pedreiro possa garantir a ISONOMIA SALARIAL na obra.
Bem que o Crea podia fiscalizar, pra ninguém sair lesado e pra casa não cair novamente com essa discrepância entre o piso e o teto.
“Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego”
O povo unido, é gente pra caramba!.
Que no mês de julho sejamos mais quentão e menos pamonha, seu Governador.
Respeito aos professores!
*Apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco
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