Novo sinal amarelo é aceso para o Amazonas depois de Bolsonaro falar em criar a “Zona Franca da Ilha de Marajó”

Um novo sinal de alerta foi aceso no Amazonas, depois que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, ontem, em solenidade no Palácio do Planalto, que pediu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, estudos para conceder incentivos fiscais para negócios na Ilha de Marajó, no Pará. “Seria algo como uma Zona Franca de Marajó. Tenho certeza que alguma coisa sairá”, afirmou o presidente.

A declaração de Bolsonaro foi feita durante lançamento do programa Abrace o Marajó, no Palácio do Planalto. O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), havia cobrado no mesmo evento que o governo federal retirasse impostos sobre a região, como já teria feito o governo estadual.

A iniciativa não deixa de ser contraditória, já que Guedes tem dito reiteradamente que é contra a concessão de incentivos fiscais, inclusive na Zona Franca de Manaus. Mas, se o projeto for adiante, cria-se um problema para o modelo instalado na capital amazonense, principalmente por causa da posição privilegiada da Ilha de Marajó, no Pará, para as exportações.

Segundo o governo, o programa propõe “melhorar o IDH dos municípios da região” da Ilha do Marajó “a partir da ampliação do alcance e do acesso da população marajoara aos direitos humanos”. Foram firmados acordos com BNDES, Caixa e Banco do Brasil.

REAÇÕES

O senador Omar Aziz (PSD) afirmou que vai usar seu posto de presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para brecar qualquer iniciativa relacionada à criação de novas Zona Francas.

O deputado federal José Ricardo (PT) atribuiu a situação à postura do presidente, “de falar qualquer besteira para agradar a plateia”, mas não acredita que o projeto avance.

Já o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) afirmou que, se a ideia for avante, “é melhor fechar as portas da Suframa e entregar as chaves ao ministro Paulo Guedes”.

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Este post tem um comentário

  1. Alexandre

    O fato de uma indústria de pescado se instalar na BAHIA e não no Amazonas dá um sinal vermelho ao governo do estado. Pois o nosso tambaqui será agora produzido na BAHIA. Isto demonstra que além das barreiras impostas pelo estado do Amazonas temos também o custo da tarifa de energia elétrica que é a mais cara do Brasil.

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