No mais longo debate dos últimos tempos, candidatos repetem campanha

Em debate que durou mais de duas horas, mas que terminou muito tarde – por volta de 1h15 desta sexta-feira, oito dos nove candidatos ao Governo do Estado na eleição suplementar procuraram reproduzir o discurso que adotaram ao longo de toda a campanha, com uma ou outra novidade.

O líder nas pesquisas até aqui, Amazonino Mendes (PDT), não apresentou propostas e até condenou adversários por apresentá-las. Limitou-se a repetir o bordão que usou ao longo da campanha – doze meses para arrumar a casa.

O senador Eduardo Braga (PMDB) surpreendeu ao enfrentar de frente, pela primeira vez nesta campanha, a questão da citação de seu nome na Operação Lava Jato. Ele se disse vítima de prisioneiros em busca de redução de pena, e usou a frase “quem não deve não teme” para referir-se às acusações.

A candidata Rebecca Garcia (PP) suportou os ataques que recebeu e demonstrou serenidade ao longo de todo debate, defendendo-se principalmente das acusações de uso da máquina na campanha.

Os candidatos José Ricardo (PT) e Marcelo Serafim (PSB) foram os que mais atacaram os adversários. O primeiro mirou nos três primeiros colocados nas pesquisas, enquanto o segundo poupou Rebecca, mas foi duro com Braga e Amazonino.

Luiz Castro (Rede) procurou se colocar como “o mais honesto”, Wilker Barreto (PHS) procurou falar mais de gestão e Liliane Araújo (PPS) demonstrou surpreendente calma para uma estreante, sendo a única a questionar Amazonino, Braga e Rebecca.

O presidente Michel Temer, o governador David Almeida e o prefeito Arthur Neto passaram incólumes ao debate, sendo pouco citados. O causador da eleição suplementar e do debate, o governador cassado José Melo (PROS), foi citado apenas por José Ricardo e Marcelo, de forma crítica, e por Amazonino, que, apesar de dizer que não tem o apoio dele, afirmou que não o criticaria.

Foto: Matheus Castro/Rede Amazônica

 

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