Nascido em 6 de junho (2013 não acabou)

No Roteiro do Golpe:

  • Bolsonaro pediria intervenção militar;
  • Os militares nomeariam um interventor para governar o Brasil;
  • O interventor suspenderia decisões e afastaria membros do judiciário, sobretudo ministros do TSE;
  • O interventor investigaria os magistrados e marcaria uma nova eleição, sem data definida.

Com essa revelação golpista, só tenho a dizer: “o bambu vai gemer nas costas dos golpistas, generais, coronéis e capitães da trama mais atrapalhada que já se viu em toda a história da República, meu caro Luiz Mota!”

E, dessa vez, parece que o perdão, a anistia, a complacência não serão permitidas e toleradas. O pacote de maldade dessa gente nos remete ao “Vigiar e Punir”, de Michel Foucault. O caráter pedagógico da justiça, nesse caso, é algo reparador também.

Flertaram com o fascismo e buscaram com seus métodos, a linha a ser seguida em todos os momentos, usando o lema de Auschwitz: “Deus, Pátria e Família”, como mantra.

O poder apostólico dos extremistas, em nome de Deus, tinha a mentira como método. Tentaram brincar de casinha, por muito pouco não transformaram o maior país do Hemisfério Sul numa república de bananas, como foi pensada lá atrás pelos saudosistas do golpe de 64.

Agora, é bom que se diga nesse recorte histórico, que aquele junho de 2013 nunca acabou.

As manifestações dos dias 6, 11 e 13 daquele fatídico mês e ano no Rio de Janeiro e São Paulo, pelos vinte centavos de aumento nas passagens de ônibus que depois ganhou eco em todo o país, o VTNC na Copa das Confederações, o escolas e hospitais padrão FIFA, nos custaram caro.
Eram movimentos organizados e capturados pela classe média que não queria perder seus privilégios e não pela classe trabalhadora.

É bom recordar também que, alguns desavisados e até a esquerda Shopee, foram iludidos e envolvidos nessa trama golpista da direita e foram às ruas de verde amarelo, chamando o juiz Moro e o Japonês da Federal de heróis.

Passados 10 anos, de lá pra cá, muitas coisas aconteceram, o que é muito lógico. O país além de ter suas principais empresas empregadoras quebradas, sobretudo as da construção civil, entregou sua riqueza, seu petróleo, suas estatais, por muito pouco não foi sua soberania. Os trabalhadores tiveram seus direitos reduzidos na pior reforma de todos os tempos: A Reforma Trabalhista.
Cunha, Rodrigo Maia e Lira é o caraí!!!

A educação e a saúde também receberam igual tratamento dessa turma do golpe e do ódio.

Tudo isso “com o supremo e com tudo” como disse aquele senador de Roraima, e com a grande mídia coordenada pela Vênus Platinada dando cobertura vinte e cinco horas por dia para à patifaria, compartilhando decisões da operação Lava Jato que visavam dar o verniz jurídico na trama golpista.

Como tutor, síndico e avalista master: os EUA, na sua saga mercantilista, dominadora, xerife do mundo e imperialista.

Mas, para não alongar essa prosa, como diz o poeta, “no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”.

Um veículo de comunicação de fora, “The Intercept”, revelou a trama e o golpe babou, flopou (para ser mais atual).

O resto já se sabe. Devemos essa ao “nove dedos”, que tem crédito de sobra no SPC com a gente. E, já que ele tem “sorte” na economia em seu governo, nós também temos sorte de tê-los governando.

Lula no alto de seus 75 anos, nos salvou de uma nova ditadura e do fascismo, que se revelava mais sanguinário, mais corrupto e mais odiento. É o que se descobre com os desdobramentos e revelações do 08 de janeiro, daqueles que invadiram, vandalizaram e destruíram as sedes dos três poderes.

Para ser correto também e reconhecer méritos, o vampiro usurpador, Michel Temer, fez uma única coisa boa: escolheu o seu amigo pessoal, seu advogado, Alexandre de Moraes, para ministro do Supremo, e esse seu “terrivelmente” amigo, é que fez a reparação, foi o guardião da nossa Constituição, evitando maiores estragos e avarias na República.

Agora, não é só o Xandão, da Dona Vivi, que tem o dever de defender a democracia no Brasil. Precisamos tomar tudo isso como exemplo, ficar atento e fazer xixi no epitáfio e na lápide do olavismo para nunca mais germinar ramos do fascismo no Brasil.

“Mobilização permanente, as ruas precisam ser ocupadas pelos trabalhadores, estudantes, como forma de dar sustentação ao governo atual e suas políticas em favor dos menos favorecidos”.

Viva João Amazonas!

Pra não dizer que não falei das flores: A Ucrânia também teve esse mesmo enredo no ano seguinte (2014), e por não ter instituições fortes e o Xandão da Dona Vivi como temos, aquele país padece (inclusive com a insana guerra) até hoje, tendo o neofascista Zelensky Biruliro pra chamar de seu.

“Se avexe não, a lagarta se arrasta até o dia que cria asas”!

*Apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco.

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