Mudar de prosa sem esquecer o texto 

Sinceramente falando, penso que o Brasil já nem merece esse ar, quase obsessão, de muitos dos seus filhos pródigos como eu, a falar, brigar, espraguejar e remoer um clima beligerante em cenário reinante de juristocracia.

Não vejo outra saída que não pelo voto consciente que possa transformar a realidade social e política de um país, cuja maioria, escolheu mal seus representantes.

Sim, ando desencantado mesmo, pois nosso parlamento, com raríssimas exceções, é um antro de negociatas.

Ali virou um mercado persa onde quem grita mais vende mais e, às vezes, vende mercadoria podre e embolorada.

Não haverá mudanças nem leves nem radicais caso  nosso povo não se permita transformar, com seu voto, essa cruel e lamentável realidade.

Nosso país de há muito, abandonou a regra constitucional da tripartição ou do equilíbrio entre os poderes.

Ninguém em sã consciência há de negar que de fato existe um poder moderador que foi tomado de assalto pelo STF.

A insensatez de alguns membros da corte suprema somada à tibieza do parlamento, põe nosso país em condições de uma republiqueta que segue derretendo moral e politicamente.

Eu elucubrei um cenário político diferente e melhor para o Brasil, dentro de uma perspectiva de mudanças de gente e de pensamento, ao elegermos os membros do parlamento na última eleição. Ledo engano!

Essa Câmara e esse Senado que nasceram em 2022, são a mais eloquente e bisonha realidade parlamentar do nosso país nas últimas décadas.

Essa frouxidão, esse romantismo, as trocas de favores, os escândalos do orçamento, as presidências das casas legislativas federais tudo junto e misturado, desnudam um cenário de completa desordem e subserviência ao poder judiciário.

Não há mais o que esperar de erros e desvios comportamentais e morais do parlamento e do poder judiciário supremo. Eles alcançaram a nota máxima em sordidez e malandragem.

O que estão protagonizando e o que já causaram de males à nação, são o bastante.

O bom de errar e continuar errando sem serem molestados, é que, qual uso do cachimbo, a boca vai ficando torta e, quando derem por si, não haverá mais jeito. Aí, todos nós leitores, os reconheceremos pelo defeito facial e pelas caras se pau.

Ante essa cruel perspectiva, quem for podre que se quebre e quem for torto que se vergue de vez.

O Brasil e seus filhos mais honestos e responsáveis, haverão de levantar a cabeça, falar mais alto e reagir pelo voto.

Té logo!

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