Movimento dos professores cresce muito, paralisa escolas por todo Estado e ocupa rua em frente à sede do Governo

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on email
Share on print

A mobilização dos professores, que querem a reposição das perdas que tiveram nos últimos quatro anos, devido ao não cumprimento da data-base por parte do Governo, atingiu seu ápice hoje. Todos os principais municípios do Estado estão com as escolas paralisadas. Em Manaus já são mais de 200 paradas. E agora há pouco uma verdadeira multidão se concentrou na avenida Brasil, em frente à sede governamental.

O governador Amazonino Mendes está numa sinuca de bico. Se conceder o reajuste que os professores querem, ultrapassa o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal – que proíbe gestões  públicas de gastar mais de 60% com pessoal. Só que ele cedeu a todas as demandas dos policiais militares e incitou os demais servidores a também pressioná-lo por reajustes.

Tanto os professores quanto os profissionais da saúde querem 35% a título de reposição das perdas dos últimos quatro anos. Amazonino propõe não mais que 8%, porque sabe que vai se complicar e pode até perder o mandato se avançar mais.

Por isso, ele propõe recuperar as perdas paulatinamente, por meio de um gatilho, que seria acionado toda vez que a arrecadação do Estado aumentasse.

A ideia não é bem aceita pelos professores, nem pelos policiais civis, que agora também ensaiam um movimento para cobrar um reajuste salarial.

Todos estão de olho no prazo final do dia 7 de abril. A partir desta data, o Governo não poderá mais efetuar nenhum tipo de reajuste, porque estará impedido pela Lei Eleitoral.

Candidatíssimo à reeleição, Amazonino manobra para tentar ficar bem com os servidores, mas terá sérias dificuldades na negociação com eles nestes próximos dias.

Qual Sua Opinião? Comente:

Deixe uma resposta