Movimento de Hissa, entregando direção do PDT, indica o quanto será difícil a eleição de deputados federais

O ex-deputado e ex-vice-prefeito de Manaus, Hissa Abrahão, surpreendeu o meio politico ontem ao anunciar que estava deixando a direção regional do Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Amazonas, depois de cinco anos no comando da legenda. Ao contrário do que chegou a ser especulado, ele não “levou pernada” ou sofreu uma intervenção. É que o político pretende voltar à Câmara Federal em 2023 e percebeu que, sozinho, não conseguiria isso na sigla em que está, diante das novas – e rígidas – regras eleitorais. Ele deve migrar para outra agremiação e tem vários convites que está analisando.

O drama dos candidatos a deputado federal é o mesmo de Hissa: achar um partido que atinja o coeficiente eleitoral – que deve girar em torno de 250 mil votos. Como não são permitidas mais coligações e cada legenda só poderá lançar nove candidatos – incluindo três mulheres -, ficou muito mais difícil se eleger à Câmara Federal no Amazonas.

Só para se ter uma ideia, apenas um político atingiu os 250 mil votos para deputado federal no Amazonas – Arthur Bisneto (PSDB), em 2014, quando seu pai, Arthur Virgílio Neto, estava prefeito de Manaus, com muita popularidade. Fora disso, ninguém chegou sequer aos 200 mil votos. Portanto, para eleger o primeiro deputado federal, cada partido deverá reunir candidatos que somem essa enorme quantidade de votos.

Hissa percebeu que, no PDT, sua candidatura não teria viabilidade. Outros candidatos a deputado federal estão encontrando enormes dificuldades de saber para que partido migrar. As mudanças até março do ano que vem deverão se intensificar. O ex-presidente pedetista deu apenas o primeiro passo.

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