Murad Aziz, Lino Chíxaro, Sabino e Grupo Bringel estão entre os alvos da operação “Cash Back”

A Polícia Federal cumpriu 16 mandados de prisão temporária e 40 mandados de busca e apreensão em residências e empresas hoje pela manhã cedo. Entre os alvos estão o empresário Murad Aziz, irmão do senador Omar Aziz (PSD); o advogado, ex-deputado estadual e ex-diretor da Companhia de Gás do Amazonas, Lino Chíxaro; o deputado federal licenciado Sabino Castelo Branco (PTB) e o Grupo Bringel, um dos maiores conglomerados ligados ao fornecimento de insumos hospitalares do Estado. Eles estariam envolvidos em desvios da ordem de R$ 142 milhões da Saúde do Amazonas.

A operação de hoje é um desdobramento da “Maus Caminhos”, deflagrada em agosto de 2016, e da “Custo Político”, deflagrada no ano passado – nesta foi preso inclusive o ex-governador José Melo (PROS). O envolvidos são acusados dos crimes de crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa.

A PF usou 150 policiais e fez buscas na academia AZ Fitness, no Parque das Laranjeiras, e na residência de seu proprietário, Murad Aziz, bem ao lado. O empresário não foi encontrado e é considerado foragido. Também esteve no condomínio de luxo Ephigênio Sales, onde mora Lino Chíxaro e dirigentes do grupo Bringel. Ali também reside o próprio senador Omar Aziz, mas não houve buscas em sua residência. Imóveis de Sabino também foram alvo de buscas. O deputado ainda está internado em São Paulo, depois de sofrer um acidente vascular cerebral no ano passado.

Apurou-se no inquérito policial que, dentre as fraudes identificadas, o modus operandi utilizado pela organização criminosa para o desvio de recursos públicos consistia na realização de pagamentos superfaturados em preço e/ou quantidade, com a posterior devolução de parte do valor pago. Por essa razão, o nome da operação policial faz alusão ao modelo de compras que devolve parte do dinheiro ao consumidor.

Apenas em um dos contratos dessas empresas com o Estado do Amazonas, no valor de R$ 552 milhões, foi identificada fraude no valor de R$ 140 milhões. Fiscalizações e auditorias complementares foram realizadas pelos órgãos técnicos. De acordo com a Receita Federal, existem indícios de fraudes fiscais da ordem de 100 milhões, cujas autuações podem alcançar R$ 75 milhões.

Segundo a CGU, foram identificados desvios de recursos públicos da ordem de R$ 142 milhões.

O grupo teria ligação com o empresário e médico Mouhamed Mustafá – dono de uma cooperativa de saúde e apontado como chefe esquema. Conforme a investigação, ele ganhava licitações para prestar serviços em troca de pagamento de propina a políticos e funcionários públicos.

Veja que prisões foram solicitadas:

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3 COMMENTS

  1. parabéns a Polícia Federal e tem de investigar mais no Iranduba que é o covio dos ladrões pois é lá que fazem reuniões e tratam os funcionários muitoa mal entre gravidas e outros funcionários dia e noite não tem plano de saúde e nem cesta básica e uma lástima no Iranduba funcionárioa viu até vários políticos lá a noite.

  2. Engraçado! Foi só o homem já estar prestes a ganhar e já vemos as forças se unirem com mais confiança! Porque será em, que isso não acontecia na era pt?

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