Por Daniel Melo*
Dois personagens disputam o segundo turno da eleição suplementar. Sim. Os trato como personagem devidamente emoldurados por seus marqueteiros. Políticos experientes, ambos ex-Governadores, trazem para sim o universo de pseudas conquistas obtidas em seus governos.
Quem os vê a falar, imagina que o Amazonas viveu tempos gloriosos em suas administrações. Empregos, violência quase zero; educação de nível e o interior bem assistido. O eleitor deveria então votar em massa para que estes gloriosos dias sejam restaurados. Se eles fizeram tanto, por que tão grande foi o nível de rejeição no primeiro turno?
O mais velho dos candidatos vive nas telas o papel de um homem tranquilo, experiente, conciliador. Fala mansa, nada lembra o politico que se tornou conhecido por ser implacável com os seus adversários e extremamente benévolo com os amigos do poder.
O mais jovem resolveu fazer um mea-culpa brando e pedir desculpas por seus rompantes. Contudo, ressalta que o Amazonas precisa de um governo enérgico. Caso eleito, esperamos que esta energia sirva aos interesses do Estado!
Agora, os dois possuem algo em comum: A continuidade do personalismo. “eu que construí, eu vou arrumar”. Tudo o que já construíram ou vão construir são baseados em méritos próprios. Não se fala em trabalho de equipe, não sequer se fala no vice. Este “EU” aborrece o eleitor mais consciente, tornando-se mais um motivo para o grosso de abstenções, nulos e brancos.
Vamos lá. São as duas opções que temos. O importante é cumprir o dever cívico e depois cobrar as promessas!
*Pedagodo e pastor da Igreja de Deus Pentecostal do Brasil
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