Morre aos 92 anos um dos maiores empreendedores do Amazonas. Conheça sua história

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Moiss Israel

Um dos mais respeitados empresários do Amazonas, Moysés Benarrós Israel faleceu no final da noite de ontem na clínica Check-Up, por falência múltipla de órgãos decorrente de uma pneumonia. Ele tinha 92 anos de idade.

Empreendedor de múltiplos negócios, Israel foi presidente a Associação Comercial do Amazonas, fundador da Federação das Indústrias e diretor de diversas instituições, como Senai, Sesi, Santa Casa, Hospital Infantil Doutor Fajardo e Banco do Estado.

Defensor da educação e do desenvolvimento social, o empresário Moysés Benarrós Israel doou à Universidade Federal do Amazonas, na década de 90, um terreno de 18.145,62 metros quadrados, onde hoje estão abrigados nove cursos de graduação e um de pós-graduação em nível de mestrado.

O corpo foi enterrado pela manhã na ala israelita do cemitério São João Batista.

Histórico

Personagem de destaque na vida econômica do Amazonas nas últimas sete décadas, Moyses Benarros Israel nasceu em Manaus em 10 de fevereiro de 1924. Filho de Salomão Benarros Israel e de Carlota Benayon Israel, ambos nascidos em Belém (PA), o empresário começou a trabalhar aos 11 anos como office-boy na firma I.B. Sabbá & Cia.Ltda, de propriedade de seu tio Isaac.

Aos 18 anos, em 1942, Moyses Israel passou a integrar o Grupo Sabbá, o maior conglomerado de empresas na época em Manaus e que viveu seu apogeu nas décadas de 50 e 60. Exerceu várias funções no grupo, do qual se tornou sócio aos 21 anos. Teve atuação essencial na fundação em 1953 da Companhia de Petróleo da Amazônia (Copam). Graças a sua postura empresarial aliada ao tino para tratar as pessoas com polidez, mesmo nos momentos mais difíceis, permaneceu por 38 anos trabalhando no Grupo Sabbá.

Aluno do Colégio Dom Bosco e Gimnásio Amazonense Pedro II, concluiu seu currículo escolar no Ginásio Paes de Carvalho, na cidade de Belém (PA). No setor comercial, teve também destaque, havendo exercido várias funções e cargos de relevância. Ingressou na Associação Comercial do Amazonas (ACA), onde foi diretor várias vezes. Atua na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), tendo sido um de seus fundadores, ocupando o cargo de 1º vice-presidente em 1960. Foi, ainda, presidente interino da casa e hoje preside o conselho de Representantes da FIEAM e é membro do Conselho Fiscal do Serviço Social da Indústria. Foi exatamente no Sistema FIEAM em que exerceu vários cargos e teve a oportunidade de demonstrar capacidade de dirigir e de conciliar suas diversas atividades, como no Instituto Euvaldo Lodi (IEAL/AM), no qual foi diretor regional por mais de 12 anos.

Ele dirigia a Companhia Industrial Norte (Cianorte), Hore (Madeiras) S/A., Florestal do Norte Ltda e Biodiesel da Amazônia. Também exerceu cargos de importância, tais como: presidiu o Conselho Fiscal da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, membro do Conselho Regional do SESI, do Conselho Mobilizador da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), do Conselho da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (FUCAPI). Foi membro titular representante da FIEAM na Comissão de Gestão de Florestas Públicas (CGFLOP), em Brasília-DF; membro titular representante da FIEAM no Conselho Estadual de Geodiversidade (CEGEO), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; membro titular representante da FIEAM no Conselho Estadual da Reserva da Biosfera da Amazônia Central (CERBAC), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; membro titular representante da FIEAM no Grupo de Trabalho Estadual da Superintendência do Patrimônio da União no Amazonas; membro do conselho do Centro de Biotecnologia da Amazônia.

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