Depois de conseguirem, no Superior Tribunal de Justiça, uma redução substancial no valor da fiança para responderem ao processo em liberdade, o médico Mohamed Mustafa e a advogada Piscila Marcolino Coutinho, presos durante a “Operação Maus Caminhos”, no ano passado, foram soltos hoje e serão monitorados por meio de tornozeleiras eletrônicas.
Mouahmad estava preso na carceragem do Comando de Policiamento Especializado (CPE) da Polícia Militar do Amazonas, no bairro Dom Pedro, em Manaus. Priscila estava presa no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF).
O alvará de soltura foi assinado pela titular da 4ª Vara Criminal da Justiça Federal, Ana Paula Serizawa Silva Podedworny, relatora da causa.
Os dois podem trabalhar normalmente, mas terão que permane entre as 18h e as 6 da manhã. Ambos estão com passaportes apreendidos, para que não saiam do país, mas podem viajar a outros Estados com autorização judicial.
O valor da fiança havia sido definido em 500 salários mínimos para Mouhamad Musfata (cerca de R$ 468, 5 mil) e 300 salários mínimos para Priscila (algo em torno de R$ 281,1 mil). Os advogados alegaram, com sucesso, que eles não conseguiriam pagar estes valores, até porque estão com todos os bens bloqueados. O ministro Nefi Cordeiro baixou para 30 salários mínimos as fianças (cerca de R$ 28 mil), que eles pagaram para responder em liberdade.
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