Modernização do transporte coletivo

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A partir desta semana estou voltando a realizar a prestação de contas semanal do mandato, em cima da minha Kombi, nos terminais de ônibus e nos bairros, como faço há 13 anos. Vejo os terminais e abrigos de ônibus sem estrutura adequada e sem segurança para atender os usuários. É necessário modernizar o sistema de transporte coletivo de Manaus.

A capital tem mais de 2 milhões de habitantes. É a sétima maior cidade do Brasil. Mas continua com um sistema de transporte de 20 anos atrás. Durante a Copa do Mundo, quando Manaus foi subsede, como jogos internacionais na Arena da Amazônia, foi disponibilizado mais de R$ 800 milhões pelo PAC da Copa. Mas nem o governador e nem o prefeito aproveitaram a oportunidade para investir no sistema de mobilidade urbana.

É importante que uma cidade do porte de Manaus tenha corredores exclusivos para ônibus. Pode ser o BRT (Bus Rapid Transit) ou um ônibus de transporte rápido, o importante é ter um sistema que otimiza o transporte coletivo de massa, com infraestrutura especializada, onde é removido causas de atrasos e compatível com o meio ambiente.

Um sistema de BRT deve operar por uma faixa de rodagem exclusiva, para evitar congestionamento do tráfego. O sistema de BRT deve ter um alinhamento no centro da via (para evitar atrasos típicos do lado do meio-fio); estações com cobrança de tarifa fora do veículo (para reduzir o atraso do embarque e desembarque); estações com o nível do piso do ônibus (o que também reduz atrasos nos embarques e desembarques); e prioridade de ônibus nos cruzamentos.  Esse sistema existe em centenas de cidades no mundo. Como exemplo, temos em Curitiba, no Brasil e em Bogotá, na Colômbia.

Mas Manaus continua crescendo. O fluxo migratório é intenso. Seja interno; de outros estados e do interior do Amazonas, seja do exterior; com a vinda de haitianos, venezuelanos, dentre outros. A demanda por transporte aumenta, consequentemente. Por isso, é necessário também fazer estudos para um possível futuro VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), muito parecido com o metrô.

O que não pode é continuar como está. Em janeiro de 2020, o prefeito Arthur Neto anunciou que Manaus iria receber 300 ônibus novos este ano e que iria reformar os terminais de ônibus. Os ônibus ainda não chegaram. E pelo visto não chegarão este ano. A atual frota de ônibus está envelhecida e reduzida. Tem 25% da frota com mais de 10 anos. E a quantidade de ônibus operante é praticamente a mesma de 2009.

Quanto aos terminais, o da cidade Nova, Terminal 3, começou a reforma, mas não terminaram. Os passageiros ficam desorientados, visto que muitos ônibus não passam mais pelo lá. O do Centro da cidade, na Avenida Constantino Nery, foi anunciado que seria demolido e construído um novo no valor de R$ 19 milhões. Mas sem previsão.

Na Torquato Tapajós e na Avenida Noel Nutels, há previsão de ampliações de três plataformas de embarque e desembarque, no valor total de R$ 20 milhões. Tudo sem planejamento.

Após quase oito anos, agora no final do mandato, o prefeito começa as obras sem planejamento. Tudo indica que é para ajudar os amigos empreiteiros. Os empresários do transporte já foram ajudados, pois na intervenção financeira que a Prefeitura decretou, e iniciada em julho de 2019, concluída em janeiro de 2020, foi repassado R$ 61,8 milhões às empresas.

Em vez de fiscalizar e cobrar o cumprimento do contrato, premia as empresas que não tem compromisso com a cidade.

É urgente a modernização do sistema de transporte. O povo merece um transporte melhor, de qualidade, seguro e com preço justo. É um direito social.

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