Manifestação por intervenção militar em Manaus agita o Dia de Finados e tem apoio até de pastores evangélicos

Ainda há manifestantes postados em frente ao Comando Militar da Amazônia (CMA) hoje, depois de um dia inteiro de agitação ontem na região da Ponta Negra, em Manaus, onde se situa o quartel. Incentivados até por pastores como Jônatas Câmara, presidente da Igreja Assembleia de Deus no Amazonas, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro ocuparam as pistas da avenida Coronel Teixeira e fizeram carreata que percorreu os arredores e terminou no anfiteatro da Ponta Negra.

Vestidos com a já tradicional camisa amarela, os manifestantes foram convocados por aplicativos de conversas e redes sociais. Políticos como o Coronel Menezes (PL), candidato derrotado ao Senado, participaram do ato em frente ao CMA.

Houve perfis pregando agressão à imprensa, vizinhos reclamando dos fogos e da impossibilidade de sair dos condomínios, trânsito parado em várias vias e todo tipo de pregação contra o resultado das eleições, com ênfase em pedido de golpe militar, disfarçado nas faixas como “intervenção federal”.

A passividade das polícias fez com que o movimento prejudicasse pessoas que queriam acessar o cemitério Parque Tarumã para prestar homenagens aos entes queridos. Os manifestantes bloquearam o trânsito na avenida Coronel Teixeira desde a noite de terça-feira (2) e durante todo o dia de ontem, até altas horas da noite.

Nenhum grupo político reivindicou a autoria das manifestações.

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