Por Edilson Martins*
Há 5, 10 anos, o vilão das esposas fiéis era a TV.
Queixa generalizada.
Hoje já não é.
A revolução tecnológica vai sepultando, rapidamente, os álibis dos maridos, saciados, diante de suas esposas, insaciáveis.
Em verdade, nenhum homem é capaz de saciar uma única mulher, exceto se traí-la.
A pulada de muro deixa a esposa com culpa, se autoflagelando, debitando em suas limitações eróticas a evasão do marido.
Uma mulher é capaz de fazer felizes 10 homens, e saciá-los.
Dez homens não são capazes de fazer feliz uma única mulher, e saciá-la.
Agora é o smartphone, ocupando os espaços, sepultando o olho no olho, os diálogos, o toque sensorial, o assédio do verbo, o elogio ao novo corte de cabelo, o gesto simples de caminhar de mãos dadas.
Estão presente nos aviões, nas ruas, nos sinais de trânsito, na alcova, na privacidade dos motéis, no volante dos carros, nos restaurantes, nas mesas, nos instantes mais sublimes e pessoais.
É uma praga.
Assexualizou até mesmo as fantasias mais arrebatadas, os olhos agora são reféns do display.
Por enquanto está absoluto.
No momento, Smartphone chega a ser melhor que mulher pelada.
Acreditando haver ainda quem se interesse por mulher pelada.
*O autor é jornalista
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