Mais de 3 mil mortes no Amazonas: o perigo continua

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A pandemia do novo coronavírus continua matando no Brasil e no Amazonas. Já foram cerca de 73 mil mortes no país e mais de 3 mil no Amazonas. Com a abertura do comércio, a partir de junho, aumentaram os casos no estado.

O primeiro caso confirmado por covid-19 no país foi anunciado no dia 26 de fevereiro de 2020, na cidade de São Paulo. E a primeira morte foi anunciada no dia 17 de março, também em São Paulo.

No Amazona, o primeiro caso confirmado foi no dia 13 de março e a primeira morte informada no dia 24, em Parintins. Em poucos dias a contaminação cresceu e levou o governo a decretar o fechamento do comércio e de todas as atividades não essenciais, com o isolamento social. E assim aconteceu nos meses de abril e maio.

Com a pressão dos interesses comerciais e estimulado pela negação do presidente Bolsonaro quanto à gravidade da pandemia e o posicionamento contrário ao isolamento social, o Governo do Estado decidiu pela reabertura gradual das atividades não essenciais a partir de 1° de junho. Decidiu pela flexibilização do distanciamento social.

Ora, no Amazonas, no dia 1º de junho, tinha 41.774 casos confirmados de contaminação, sendo que 23.085 no interior, em 59 municípios, representando 56% do total. Além disso, nessa mesma data, já tinha 2.071 mortes confirmadas pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM).

Nos primeiros dias de junho, as igrejas e os templos puderam funcionar, assim como diversos tipos de lojas. A Igreja Católica não aceitou e manteve as igrejas fechadas até dia 23 de junho. E no dia 15 de junho, reabriram outras modalidades de lojas, livrarias, shoppings, como também restaurantes, cafés e padarias. Em 29 de junho, liberaram barbearias, salões de beleza, academias, parques públicos e atrações turísticas. E a partir de 6 de julho, foi a vez de creches, escolas e universidades privadas, cinemas e outras atividades.

Ficaram de fora bares, casas de shows e eventos, bem como as escolas da rede municipal, estadual, federal e faculdades públicas.  É de se perguntar: por que há regras diferentes para escolas e faculdades privadas e públicas?

Todo esse processo de flexibilização do isolamento social deveria ser acompanhado de medidas de prevenção e proteção dos trabalhadores, dos clientes e da população em geral. Uso de máscaras, álcool em gel, distanciamento nos estabelecimentos, etc. Para que tudo isso? Para reduzir a pandemia. Mas será que isso está acontecendo?

Até dia 13 de julho, 84.412 pessoas foram contaminadas. São 42.638 casos em 43 dias, a partir do início de junho, período inicial da flexibilização. Mais que dobrou o número de pessoas infectadas no período, foi um aumento de 102% de casos confirmados.

No interior, os números pularam de 23.085, em 1° de junho, para 53.772 casos no dia 13 de julho. O que representa 63,7% das confirmações em todo estado, atingindo todos os 61 municípios. Teve um aumento de 132% no período de 43 dias. Envira era o único município sem nenhum registro da doença, mas hoje já contabilizam 38 contaminações.

No dia 1° de junho, o número de mortes era de 2.071 e no dia 13 de julho passou para 3.048. Foram 977 mortes no período, um aumento de 47%. Todo dia temos anúncio de mortes devido ao novo coronavírus.

A circulação das pessoas aumentou consideravelmente. Muita gente está usando máscaras, mas percebe-se um relaxamento em muitas situações. O risco de uma nova onda de contaminação é iminente.

Assim, merece extrema atenção a questão da volta às aulas que a Prefeitura de Manaus e o Governo do Estado querem para os próximos dias.  Assunto que está sendo discutido entre os professores. Há um risco muito evidente, visto que a maioria das escolas não tem estrutura para garantir a proteção necessária das crianças, dos estudantes e professores. O risco é muito grande.

Em muitos países, após um apressado retorno das atividades econômicas, a pandemia voltou e tiveram que decretar um novo isolamento social. Aqui, o perigo está claro e continua. Mortes podem ser evitadas. Não tenhamos pressa. A vida é mais importante.

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