Macabro: Nilton Lins fará sua Feira Agropecuária no terreno aonde foram enterrados 16 cavalos mortos por causa de feno estragado servido por seu haras. Proprietários ainda não foram indenizados

A Universidade Nilton Lins realiza neste final de semana a sua Feira Agropecuária e o fará no mesmo terreno aonde, em janeiro último, nada menos que 16 cavalos morreram depois de consumir feno contaminado, conforme comprovou laudo do Ministério da Agricultura (veja abaixo). Pior: uma das atrações do evento a chamada Prova de tambor, em que os competidores usam este tipo de animal para concorrer aos prêmios. Pior ainda: até hoje os proprietários que perderam seus ativos não foram indenizados e uma investigação se arrasta na Delegacia Especializada no Meio Ambiente (DEMA), da Polícia Civil, sem conclusão.

Os prejudicados estão na Justiça cobrando uma indenização da Nilton Lins, que reconheceu o problema na época e prometeu providências. “É um absurdo que eles promovam a feira no mesmo terreno aonde nossos animais foram sepultados. Abriram valas lá para depositar os corpos. E ainda têm o descaramento de promover competições usando cavalos. Isso é de uma insensibilidade atroz. Vamos pedir providências às autoridades”, afirma um dos proprietários prejudicados, que pediu anonimato para não sofrer represálias. “Estamos lidando com gente muito poderosa e influente”, explica.

Uma feira de agronegócios é um evento que reúne empresas, produtores rurais e profissionais do setor para apresentar e discutir inovações, tecnologias, produtos e serviços relacionados à agricultura e pecuária. É um espaço para networking, realização de negócios, troca de conhecimentos e demonstração de novas máquinas e equipamentos agrícolas, sementes, insumos, e soluções para o campo. E quem está promovendo isso tudo são as mesmas pessoas investigadas pela morte de mais de 30 cavalos no Amazonas por fornecer feno contaminado e inclusive comercialização de feno sem licença de operação pelos órgãos ambientais.

“Enterram os cavalos no terreno onde vão realizar a feira agora com poucos meses do episódio, como se nada tivesse acontecido. É o resumo da barbaridade”, conclui o denunciante.

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