A ação de determinados juízes da nossa suprema corte vem de há muito extrapolando todos os limites do bom senso e da razoabilidade.
O que para alguns ingênuos pode ainda parecer que não existe no Brasil um poder moderador, para mim isso está mais que claro como o dia, que o STF assumiu esse papel começando de um modo tímido e sorrateiro porém se enraizando e se sustentando ano após ano e sem a menor possibilidade de abandonar esse papel.
Por enquanto, os cidadãos, parte da mídia, entidades de classe, partidos políticos ou demais poderes ainda não atingidos pela sanha inquisitorial e persecutória de muitos juízes, agem tal qual aquela famosa citação do cadete da marinha alemã depois convertido ao protestantismo e se tornado pastor, Martin Niemöller.
Niemöller, numa conversa com Hitler juntamente com dois bispos para dissuadir o regime a parar de perseguir as igrejas, percebeu que seu telefone havia sido grampeado pois, muito do que tratou com seus pares contra a forma truculenta da Gestapo, foi exposto nessa conversa.
A partir de então, Niemöller teve a certeza de que Hitler era um ditador e a Alemanha estava vivendo sob um regime policialesco.
Foi quando então Niemöller citou a sua mais célebre frase:
“Quando os nazistas vieram buscar os comunistas, eu fiquei em silêncio; eu não era comunista.
Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu fiquei em silêncio; eu não era um social-democrata.
Quando eles vieram buscar os sindicalistas, eu não disse nada; eu não era um sindicalista.
Quando eles buscaram os judeus, eu fiquei em silêncio; eu não era um judeu.
Quando eles vieram me buscar, já não havia ninguém que pudesse protestar.”
Tal qual Martin Niemöller, estamos clara e nitidamente vivenciando hoje algo parecido com o que ele percebeu e combateu na Alemanha nazista.
Um período judicial e policialesco nebuloso e sombrio que paira sobre todos os cidadãos e entidades políticas e corporativas brasileiras.
O ativismo judicial perpetrado por um juíz da corte suprema do nosso país que rasgando a constituição e o regimento interno da corte, denuncia, investiga, julga e condena ao mesmo tempo.
Poderá ser muito tarde quando aqueles que apenas contemplam essa tragédia judicial acontecendo e não dizem ou não fazem nada, afinal, ainda não é com eles pois não estão sendo perseguidos, não estão presos, não estão sendo monitorados, não estão respondendo a processos, não tiveram suas casas invadidas pela polícia e não tiveram que sair do país para escapar da sanha vingativa de um poder ou de um juíz que age como longa manus da justiça superior do Brasil.
Ainda há tempo para que o poder legislativo corrija essa grave distorção alterando a constituição e dando a César o que é de César ou seja, colocando o STF e seus ministros no devido lugar e dotando aquele poder tão somente de corte constitucional.
Niemöller tinha razão.
Té logo!
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