Com ar de revolta e indignação afirmo que a gestão da saúde pública no Amazonas é tão ou mais tóxica que o lixo hospitalar fétido e perigoso que produz todos os dias.
Há décadas, sucessivos governantes vêm tomando de assalto o orçamento da área da saúde e promovendo toda sorte de desvios e desmandos.
Não há justiça, não há polícia, não há Ministério Público, não há Tribunal de Contas e não existe lei ou poder para barrar essa verdadeira rapinagem nos cofres públicos da área da saúde. Credo!
Dezenas de secretários e outros gestores foram demitidos, alguns presos e, até um governador, foi processado e dormiu na cadeia por conta desses desvios. Oremos!
Quase toda a família de um senador da república, incluindo irmãos e esposa, foram colocados atrás das grades por fazerem da área da saúde uma extensão das suas posses e enriquecimento sem causa.
O escândalo do oxigênio e a compra fraudulenta dos respiradores na época da pandemia, sequer causaram dissabores judiciais, políticos e pessoais a essa gente inescrupulosa e gulosa que faz da saúde o quintal perfeito para a malandragem e a roubalheira.
Desta vez, o governador e a secretária de saúde, enfrentam uma saraivada de denúncias e suspeições sobre contratos e alterações nas naturezas da gestão na área da urgência e emergência.
Para além de valores bilionários envolvidos, o que há de fato e preocupante, é a total falta de capacidade gerencial, a indiferença para com o usuário do sistema, o desrespeito ao contribuinte que sustenta e, sobretudo, o desmantelamento do SUS numa área de atendimento das mais sensíveis.
O governador do estado como bom locutor e homem de comunicação, não sabe o que falar e prefere não dizer nada e, quando fala, tergiversa.
A secretária de saúde coitada, em meio a essa profusão de problemas, perde-se entre obedecer ao governador, fazer o que os empresários mandam, seguir o script traçado para privatizar a saúde ou respeitar sua consciência ou fazer valer seu juramento profissional de enfermeira. Misericórdia!
A toxicidade desse governo na saúde passa há anos dos limites da razoabilidade política e fere de morte o usuário do SUS que vê-se ante um cenário cada vez mais tenebroso e cruel. Valha-nos quem?
Em meio a tudo isso, gestores de outras áreas do governo invadem a secretaria de
saúde para, como verdadeiros pombos correio, servirem de elo entre empresários, a secretaria de fazenda e o próprio governador, numa trama pra lá de combinada que adoece e mata os doentes e destrói a saúde pública.
São um lixo humano e pior do que lixo hospitalar!
Esse entulho precisa ser separado, bem empacotado, tratado, incinerado e destinado ao recanto mais profundo de uma lixeira pública.
Té logo!
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