O diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Leonel Feitoza compareceu nesta quarta-feira (23) no plenário Ruy Araújo da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) a convite do líder do governo, deputado Sabá Reis (PR) para desmentir a suspeita de superfaturamento no Pregão Eletrônico 769/2015 para a contratação de uma área de 40 mil metros quadrados da empresa WF Representações Ltda., em junho de 2015.
Na sessão ordinária de terça-feira (22) o deputado Dermilson Chagas (DEM) afirmou que os gastos do órgão com aluguéis de imóveis apresenta uma evolução suspeita de R$ 838 mil em 2015 para R$ 1,4 milhão este ano. O parlamentar citou como exemplo o contrato de aluguel com a empresa WF Representações do terreno de 40 mil metros quadrados, localizado no bairro Redenção, zona Centro-Oeste de Manaus, onde funciona o “parqueamento” do Detran.
Sabatinado durante quase 2h pelos deputados, Leonel Feitoza informou que, quando assumiu o comando do Detran, em 2015, realizou um levantamento da situação do órgão e observou que havia a necessidade de alugar um espaço maior para guardar veículos apreendidos nas operações Lei Seca em Manaus, e nos municípios da Região Metropolitana, serviço que estava sendo feito em quatro “parqueamentos”, sendo um deles funcionamento na sede do órgão, no bairro Parque Dez, zona Centro-Sul.
Os outros três locais, segundo Feitoza, eram alugados com valores superiores aos pagos atualmente e não suportavam mais guardar as 24 mil motocicletas e outros 8 mil veículos de passeio, cargas e ônibus apreendidos pelo órgão. O diretor informou que o terreno da empresa WF trata-se d um complexo murado e que conta com equipamentos de monitoramento de câmeras, segurança armada durante 24h e cerca elétrica para evitar furtos ou extravio dos veículos.
Leonel Feitoza disse que processo de licitação foi acompanhado pela Comissão Geral de Licitação (CGL) do Estado e homologado pelas secretarias estadual de Fazenda (Sefaz) e de Infraestrutura (Seinfra). “Não há nenhum erro ou qualquer tipo de suspeita de superfaturamento no aluguel do espaço. O contrato termina neste mês de setembro e vamos realizar um novo processo para terceirizar esse serviço de parqueamento”, antecipou o diretor do Detran.
Ele explicou que a partir do próximo mês, o órgão vai iniciar um processo de terceirização dos serviços de “parqueamento” com a contratação de uma empresa para realizar a guarda, armazenamento e a preparação de leilões dos veículos apreendidos, como acontece em outros estados brasileiros. “A nova medida do Denatran garante que os veículos apreendidos até 90 dias possar ser leiloados pelos Dentrans e isso vai possibilitar o Amazonas seguir esse modelo nacional”, disse.
Respondendo ao questionamento feito pelo líder do governo Sabá Reis sobre o contrato de aluguel de duas empilhadeiras no valor de R$ 230 mil por ano para serem utilizadas no “parqueamento”, Leonel explicou que o contrato não trata apenas do equipamento. “Existe também o pagamento das diárias dos operadores e, também, a manutenção dos veículos que servem para organizar os carros dentro do complexo alugado”, informou.
Leonel Feitoza também informou que o orçamento anual do Detran é de cerca de R$ 60 milhões e que 90% das multas de trânsito aplicadas pelo município retorna para a prefeitura. “O órgão fica apenas com R$ 68 arrecadados com o licenciamento. Esse valor teve um reajuste autorizado por esta Casa Legislativa depois de 12 anos. Taxas de IPVA e do seguro obrigatório DPVAT voltam para o Estado e para o governo federal, respectivamente”, explicou.
O diretor-presidente do Detran explicou, também, que antes do reajuste da taxa de licenciamento, o órgão pagava R$ 55,00 por uma unidade de placa de alumínio e vendia pronta, pintada com lacre, por R$ 35 para o proprietário do veículo. “Estávamos pagando muito mais do que ganhando. Para ter ideia, senhores deputados, esse orçamento de R$ 60 milhões atende não só Manaus, mas todo o Estado. É quase impossível realizar o trabalho”, afirmou.
Leonel Feitoza aproveitou o encontro com os deputados para fazer um balanço das atividades do Detran e destacou que, com os recursos e a arrecadação, cumpre o pagamento da folha dos funcionários e mantém funcionando 12 pontos de atendimento do órgão. Ela anunciou que, ainda este ano, inaugurar, vai inaugurar uma nova unidade no Shopping Ponta Negra, zona Centro-Oeste.
As parcerias com os órgãos de segurança pública, o diretor do Detran destacou os convênios de R$ 600 mil para compra de reagentes químicos, material de expediente e reforma do Departamento de Polícia Técnico e Científico (DPTC); de R$ 200 mil para revisão de helicópteros da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e de R$ 663 mil para garantir o funcionamento do módulo da Força Nacional de Segurança na entrada do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).
A substituição de 82 quilômetros de cabos elétricos da ponte Jornalista Phelippe Daou, furtados de janeiro a junho deste ano, de acordo com Leonel Feitoza, consumiu cerca de R$ 2 milhões dos cofres do Detran. “São cabos de diversas bitolas e tamanhos. Foram roubados 70 quilômetros de cabos de energia da ponte durante este ano, fora 46 refletores. Para evitar esse tipo de prejuízos, contratamos segurança armada 24h para o local”, explicou.
O Detran, segundo ele, também fornece para o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BTPM) toda a estrutura dos módulos de fiscalização, veículos e combustíveis para. “Também temos uma parceria com a Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (DERFV), onde cedemos veículos e combustível para que possa fazer o trabalho policial. Além disso, 10% do que é arrecadado com as multas estaduais são repassados para o Fundo Estadual de Segurança Pública, o que nos deixa ainda mais sem recursos”, disse.
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Este post tem um comentário
A farra com dinheiro público é grande, os valores gastos com aluguel de equipamentos e terrenos dava para ter comprado de as empilhadeiras, ter comprado os terrenos e serem feitos concursos para contratar operador de empilhadeira e outros funcionários, tudo isso poderia ter sido feito e com certeza com custo bem menor do que está sendo gasto hoje. o Tribunal de Contas deveria tomar vergonha na cara e fazer uma auditoria minuciosa neste órgão. Não podemos mais compactuar com esse tipo de administração, fato este que os empresários de ônibus deve mais de 12 milhões de IPVA e não pagam e não são incomodados pelo Detran, enquanto que um cidadão comum se deveu IPVA numa batida do Detran eles aprendem um veículo obrigando o cidadão a quitar dívida para ter seu veículo de volta.