Justiça manda soltar acusado de matar palestino em balada de Manaus

A Justiça do Amazonas concedeu liberdade provisória a Bruno da Silva Gomes, acusado de homicídio qualificado contra o palestino Mohamad Manasrah e de tentativa de homicídio contra Ismail Manasrah.

A decisão foi proferida na terça-feira (16/12) pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. Os crimes ocorreram em fevereiro deste ano, no conjunto Vieiralves,na região Centro-Sul da capital.

Bruno estava preso há mais de dez meses e passará a responder ao processo fora do sistema prisional, sob medidas cautelares.

Entre as determinações impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico à Justiça e outras restrições destinadas a garantir o acompanhamento do acusado.

Na decisão, o magistrado considerou que o réu colaborou com as investigações desde o início. Ele se apresentou espontaneamente à polícia, entregou as roupas utilizadas no dia do crime, autorizou a coleta de material genético e manteve comportamento considerado colaborativo ao longo do inquérito. Também pesaram a favor do acusado o fato de ser réu primário, possuir endereço fixo e exercer atividade profissional lícita.

Outro ponto levado em conta foi a avaliação de que não há risco concreto de fuga. Além disso, a vítima que sobreviveu ao ataque não reside em Manaus, o que, segundo a Justiça, reduz a possibilidade de novos confrontos ou ameaças.

Apesar da liberação, o processo segue em curso. Bruno foi pronunciado em setembro, o que significa que será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A defesa apresentou recurso contra essa decisão, que ainda será analisado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas.

Enquanto isso, o segundo investigado no caso, Robson Silva Nava Júnior, continua foragido. Contra ele há mandados de prisão em aberto registrados no sistema nacional.

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