O juiz Roger Luiz Paz de Almeida, da 51ª Zona Eleitoral, de Presidente Figueiredo, reformou a decisão que cassou o mandato do prefeito do município, Romeiro Mendonça, e do vice-prefeito Mário Abrahão, ambos do PDT, proferida no dia 15 de dezembro do ano passado, acolhendo os embargos de declaração, recurso impetrado pelos gestores municipais, e tornando improcedente a representação que deu origem à cassação, apresentada pelo partido Avante, antigo Partido Trabalhista do Brasil (PT do B).
Na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), o Avante alegava que os recursos doados para a campanha de Romeiro ultrapassavam o limite estabelecido em lei de 10% da renda anual dos doadores, tese que foi derrubada pela defesa.
Os doadores, que são pessoas físicas e sócios da empresa Asecon Comércio e Serviços Contábeis, comprovaram ter capacidade econômica para doar os respectivos valores.
Outro ponto desconstruído pela defesa nos embargos foi de que não são ilegais os contratos firmados entre a empresa e o então candidato Romeiro Mendonça para prestação de serviços de campanha.
A ação do Avante argumentava que a contratação era irregular pelo fato dos sócios da empresa serem doadores da referida campanha. Nos embargos apresentados à Justiça, no entanto, a defesa de Romeiro e Mário apresenta cerca de 500 páginas de documentos que comprovam que todos os serviços contratados foram prestados.
Os embargos também apontaram uma série de omissões e inconsistências na sentença que cassou os mandatos do prefeito e do vice-prefeito, como a utilização desnecessária de quebra de sigilo bancário e fiscal para comprovação da renda dos doadores de campanha.
Os embargos ainda mostraram que houve omissões e equívocos da Justiça na análise da ação quanto às doações, já que as penas pelas supostas doações em excesso apontadas, caso existissem, não poderiam recair sobre os então candidatos.
A decisão da 51ª Zona Eleitoral também afirma que não há prova de que as transferências realizadas nas contas dos doadores sejam provenientes de operações ilícitas.
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Este post tem um comentário
É um caso que merece profunda reflexão jurídica, em vários aspectos …além do eleitoral .