Jornada de trabalho e de fé

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A fim de cumprir uma agenda pelos gabinetes da bancada federal do nosso estado, me desloquei até Brasília.

Fui entregar pessoalmente(o que já tinha sido enviado pelos meios eletrônicos)as propostas de emendas parlamentares com pedidos de financiamento para projetos, investimentos e aquisições de bens e serviços de interesse da Fundação Alfredo da Matta para o ano de 2021
Com a agenda previamente acordada, dei-me o cuidado de ligar antes de gabinete em gabinete.

Chegando à Câmara Federal precisamente no anexo IV onde estão instalados a maioria dos Gabinetes da nossa bancada, fui surpreendido com uma verdadeira barreira burocrática e sanitária.

Primeiro, só pude adentrar ao recinto da câmara baixa(como é chamado nosso parlamento federal), depois que a assessoria de gabinete de um dos nossos deputados pediu autorização da primeira secretaria daquela casa legislativa.

Trinta minutos de espera, finalmente veio a tal autorização para que eu entrasse e começasse as visitas aos gabinetes.

Pra quem não conhece o dia a dia dos corredores tanto da Câmara quanto do Senado em Brasília, não tem noção da muvuca que são aqueles ambientes.

Surpreendentemente aquilo lá parecia mais um templo abandonado tal
o silêncio e o vazio promovidos pela ausência de gente, pela falta do tradicional falatório e da correria pelos longos e numerosos corredores.
Lógico que haviam gabinetes abertos e com um ou outro assessor, porém, a maioria dos servidores, cumpriam jornada em casa por meio de teletrabalho.

As salas onde funcionam as famosas comissões parlamentares totalmente fechadas, onde outrora foram travadas as mais emblemáticas e aguerridas discussões em torno de temas apaixonados da área econômica e social, cassações de parlamentares e até os impiechments de presidentes.
Os famosos túneis que ligam os anexos e as duas casas legislativas, sombrios e desertos.

Estacionamentos vazios, ruas do entorno desertas, ausência de pedintes e de lobistas, assim segue de maneira triste e modorrenta a vida pela capital federal ao menos quando se trata do poder legislativo.

Responsável por tudo isso o vírus chinês causador da cruel e fatídica pandemia que ainda nos assusta a todos.

Sinceramente que doeu de ver nosso parlamento federal assim tão esvaziado e triste.

Encerrado então a parte oficial da minha viagem, aproveitei para cumprir restante de dez dias de férias.

Gosto muito de viajar de carro seguindo por estradas e preferindo não me prender pelo tempo e desfrutado da tranquilidade de uma viagem segura e revigorante.

Assim, seguimos eu e Elaine pelo Planalto Central, percorrendo excelentes vias federais privatizadas parando aqui e ali para uma boquinha com um café, uma pamonha, um pão de queijo, umas frutas típicas e uma prosa com os moradores.

Numa das nossas paradas por cidades pequenas e pacatas, resolvemos entrar num parque estadual de preservação da fauna e flora.

Era um sonho aguardado meu e da Elaine, não pelas paisagens em si, pq na nossa terra existem paragens iguais ou mais bonitas, mas, pela oportunidade de rezarmos um terço em meio ao belo proporcionado pela natureza Divina.

Contemplar essa beleza por caminhos tortuosos, pedregosos, íngremes, perigosos, estreitos, com atalhos e encruzilhadas, nos faz meditar sobre escolhas, preferências, certo e errado sempre colocando Deus e Nossa Mãezinha do Céu como nossos guias e mentores.

Eu e Ela resolvemos encarar o desafio dessas trilhas no Parque Estadual Serra de Caldas Novas em Goiás.

Em meio a muito verde, flores do serrado, plantas medicinais, frutíferas, animais silvestres, cantos dos pássaros, barulho e umidade das cachoeiras, pontes de madeira, escadarias, terreno pedregoso, rochas, muito sol e em seguida o tempo alternando para chuvoso, fomos nós dois encarar quase dois quilômetros de trilhas.

Terços nas mãos meditando os Mistérios Gozosos desde a Anunciação do Anjo a Maria até Perda e o Encontro do Menino Jesus com seus pais Maria e José, iniciamos nossa caminhada.

Sabe Deus e sabemos nós, que escolhemos estar com Ele e com sua filha nesses momentos de intimidade pela oração agora e por toda a vida .
Sabemos mais ainda que essa nossa escolha é repleta de pedras, caminhos traiçoeiros e fáceis, atrações do mundo, dificuldades de toda ordem, a espreita do inimigo a todo instante, olhares enviesados, fome, divisões e dissensões, fraqueza na fé, inimizades, as riquezas e as ofertas mundanas.
Fomos e voltamos por essas trilhas com a graça de Deus como sabemos que estamos aqui na terra e queremos estar com Ele igualmente pela Sua Graça.
Éramos apenas nós dois pois, assim como experimentado em Brasília, a pandemia também afastou os turistas e moradores da cidade da visitação ao parque.

Nada mais deserto e silencioso porém, propício para uma oração e encontro com o Criador em meio à natureza.

Quanta leveza na alma e no físico pois a oração nos poupou do cansaço e da fadiga às vezes comuns nessas jornadas.

Parávamos aqui e ali para tomada de um fôlego e uma água e pedirmos a Deus os mais diversos pedidos e apresentarmos nossos agradecimentos, daqueles que dirigimos a quem confiamos numa confiança que somente a fé explica.

Por fim, retornamos ao ponto de partida revigorados na fé, com a alma e o coração leves e a mente limpa de quem acabara de visitar nosso Deus na sua própria casa, a natureza.

Obrigado Senhor!

Té logo!

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