O Brasil vive hoje a tragédia descrita e prevista por Sócrates, pela milésima vez. Além dos problemas causados pelo aprofundamento de um sistema que oprime cada vez mais os trabalhadores, numa relação de trabalho desigual, a crise se acentua cada vez mais e o governo se revela um poço de incompetência, mergulhado no maior escândalo de corrupção, a ser desnudado em breve com o mal falado orçamento secreto, aprovado e implementado na mais escandalosa compra de votos da história.
Nessa marcha da insensatez em curso, o segundo turno das eleições no Brasil começou a todo vapor. Já na primeira semana, direto do Templo de Salomão e das redações do maior jornal da América, fizeram revelações bombásticas sobre o Mito da Caverna.
Diante desse quadro, acho que no dia 31 as fantasias de halloween nem serão necessárias. Imagina o que vem por aí em semanas subsequentes!
Descobriram o lado canibal, zoófilo, macabro, exorcista, abortista e fariseu do mito. Tudo registrado em HDs, com terabytes, no New York Times, desde 2016. A internet entrou em cólica com a notícia do periódico, que revelou Bolsonaro canibal e maçom. Até paródia com a música do saudoso Reginaldo Rossi fizeram e viralizou. E um amigo tascou: Gostei mesmo foi do jejum de 30 dias. Deus atendeu mostrando que o presidente é Maçom.
“Quem é Baphomet – o ídolo pagão na fila do pão, na frente de Bolsonaro, professor Nilomar? Sóis…”
A mesma placenta ideológica dessa congregação reúne os irmãos gêmeos siameses: Véio da Havan e o Véio maçom, vadiando imbrochávelmente, na motociata profana.
Um verdadeiro ritual sombrio nessa penumbra, tudo revelado e viralizado na propaganda eleitoral e em redes de pesca on-line.
No território livre da internet, ninguém perdoa. Caiu na rede é jaraqui e, se for jaraqui, e não tucunaré, o bom é ticado e assado com banana na folha de cannabis.
No imaginário evangélico e neopentecostais, a maçonaria é sempre um tabu que precisam manter bem escondidinho dos fiéis. É bom que se diga que: numa rápida busca histórica, diversas igrejas neopentecostais fazem parte desse universo.
Só pra citar duas denominações, a Presbiteriana e a Batista estão umbilicalmente juntas e misturadas com a questão. A Igreja Batista por exemplo, teve seu primeiro culto no Brasil dentro de uma loja maçônica no interior de São Paulo. Muitos seguidores dessa “força estranha bolsonarista”, em situações normais são desprovidos de qualquer função cognitiva, com permanentes embaraços intelectuais, consideram essa relação inadmissível por ser diabólica. Crianças passando fome, gente dormindo nas ruas, desemprego, fome, miséria, preços altos…isso é admissível, mas o mito maçom nem pensar. É uma indignação seletiva.
É bom lembrar que religião não define caráter de ninguém e o fanatismo sempre dispensa a lógica e a opinião, diálogo é visto como ideologia. O mito em questão, que é usina e disseminador master de fake news para os grupos de zap, foi vítima dos seus próprios erros em declarações, depoimentos, entrevistas e registros armazenados para serem usados no momento certo.
Nesse contexto, desmaterializaram a obra de arte, com a extrema direita e seus “ideólogos” usando a “farofa e a magia” para se comunicar com os seus no mundo do fato fake. O mito e seus seguidores, contra-atacaram com muito preconceito ao nordeste com “socos e pontapés” de toda a natureza, de uma forma vil e covarde.
Esqueceram que o Nordeste é Mandacaru, quando flora e a semente da esperança de dias melhores.
É, meu querido, no mundo on-line dessa caverna do Platão da modernidade, se cochilar o açaí azeda e a bacaba talha, simples assim.
Para evitar esses vexames históricos e entender um pouco do que está acontecendo, uma simples leitura é interessante.
Sugestão de obras:
• Anos de chumbo;
• Facismo à brasileira;
• A classe média no espelho;
• Os botões de Napoleão;
• 1499 o Brasil antes de Cabral
Fica a dica!!
Só pra lembrar, o grande acontecimento do século foi a ascensão espantosa e fulminante dos idiotas segundo Nelson Rodrigues.
*Apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco.
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