Gravações sobre “caixinha” da FDN são antigas. Preso ouvido nelas já mudou para o PCC

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arapapá

Três gravações que vazaram hoje em sites de Manaus, mostrando o modus operandi da Família do Norte, datam de pelo menos dois anos atrás, uma vez que o presidiário André Alves dos Santos, o “Arapapá” (foto acima), cuja voz aparece nelas dando “conselhos” aos “irmãos”, já não pertence mais a esta facção criminosa. Ele se mudou com alguns capangas para a unidade local do Primeiro Comando da Capital, o PCC. Ainda assim, é interessante ouvir os áudios, porque eles revelam quem realmente manda nas cadeias do Amazonas.

Arapapá e Rodrigo da Cunha Lima foram presos no dia 7 de maio no Hotel Riazor, no Rio de Janeiro, com 10 pacotes de skank e aproximadamente R$ 5 mil. Ele estava na cidade recebendo entorpecente e distribuindo no morro do Jacaré e Chapadão.

Em abril deste ano, também em uma ação integrada, a Secretaria de Inteligência prendeu três integrantes da facção ‘Família do Norte’, em cumprimento a mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça do Amazonas.

Os presos: Ronairon Moreira Negreiros, 31, Fábio Diego de Matos Oliveira, 28, conhecido por “Piu Piu” e Winchester Uchoa Cardoso, 31, conhecido como “Chester” que estava sob o regime semi aberto, respondiam a processos por tráfico de drogas e também são apontados como mandantes de diversos homicídios na capital do Amazonas.

Com eles, de acordo com a SSP-AM, foi apreendido cerca de um quilo de skank em um apartamento localizado em Copacabana, onde moravam, segundo investigação.

Segundo informações da SSP-AM, a quadrilha fazia a conexão da droga que saia do Amazonas com outros traficantes do Rio de Janeiro. A investigação apontou que eles eram considerados o braço da facção do Amazonas com os traficantes do Rio de Janeiro, repassando a droga que entrava por Tabatinga e Manaus. Desde o inicio do ano, diversas lideranças da FDN foram presas pelas polícias do Amazonas.

Ouça as gravações e saiba como “Arapapá” comandava, de dentro do presídio, a “Família do Norte” e o tráfico de drogas. Ele fala de uma “caixinha” de R$ 100 mensais que os comparsas deveriam pagar para ter acesso a bons advogados e privilégios na cadeia. Quando se refere a “material”, está falando de drogas.

Foram policiais militares que vazaram os áudios.

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